Vai nascer em Lisboa um polo de Inovação Social

  • ECO + SCML
  • 3 Março 2017

Na “Nova Mitra” preponderará a intergeracionalidade, um conceito muito acarinhado pelo provedor da Misericórdia de Lisboa, Pedro Santana Lopes.

Contribuir para uma cidade mais solidária, inclusiva e diversa é a prioridade do projeto “Mitra – Polo de Inovação Social”, da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML), que vai abranger mais de 500 pessoas.

O antigo Albergue da Mitra, que acolhia mendigos e sem-abrigo, vai dar lugar a uma resposta inovadora na área da resiliência social, económica e ambiental, graças ao projeto “Mitra – Polo de Inovação Social”, desenvolvido pela Santa Casa.

A estratégia de reabilitação deste espaço assenta em respostas sociais sustentáveis, integra 12 pavilhões e abrange a exploração agrícola da quinta adjacente, que ocupa cerca de dois hectares. O projeto pretende não só aproximar os públicos mais vulneráveis da comunidade, mas também fomentar a intergeracionalidade.

A primeira fase da obra está a decorrer e engloba a reabilitação das coberturas do edificado, fachadas e infraestruturas. A segunda fase será dedicada aos ambientes interiores e às suas diversas utilidades.

As principais valências da “Nova Mitra”, que vai estar aberta 24 horas por dia, são: um restaurante (que servirá de polo de formação); residências (que poderão ser utilizadas em situações de emergência); creche, espaço multiúsos, acolhimento para crianças e jovens em risco; uma lavandaria (que aproveitará a água pluvial que cai nas coberturas da Mitra e pode ser usada tanto por utentes, como pela comunidade); quinta (vocacionada para a produção hortícola, dando emprego utentes); e um centro psicogeriátrico.

Cada uma destas valências corresponde a um projeto com uma matriz de inovação e inclusão social, batizado como “Nau”, que acolhe, cuida e integra todos os utentes, pensando no bem-estar em termos individuais e coletivos.

O uso de sistemas renováveis foi uma prioridade da Misericórdia de Lisboa para este projeto. Nesse sentido, foi concebida uma estratégia energética que recorre, por exemplo, a painéis solares térmicos e fotovoltaicos. No que diz respeito à água, optou-se por aproveitá-la através de quatro origens diferentes, com vista a reduzir o consumo global em cerca de 36%. Assim, serão aproveitadas a água potável (para consumo direto); pluvial (recolhida na cobertura dos 11 pavilhões, reencaminhada para reservatórios e reutilizada para lavagem de roupa); de uma mina (um poço natural que fornece água para regar a quinta e lavar os espaços exteriores); e águas cinzentas (provenientes da lavagem das mãos e dos duches, que será reciclada através da vegetação da fachada).

A Mitra é uma construção dos finais do séc. XVII, com alterações no séc. XVIII, que alberga, atualmente, 76 pessoas, a maioria das quais idosas, muitas delas com deficiência.

O projeto de reabilitação do edificado da Mitra, levado a cabo por equipas internas do Departamento de Património e Gestão Imobiliária da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, tem em conta as práticas de inovação e sustentabilidade, conciliando soluções técnicas economicamente viáveis, considerando a arquitetura do edificado.

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