Procura e quebra de stock esgotam Raspadinhas de 5 euros

É o jogo de sorte ou azar em que os portugueses mais apostam. Há Raspadinhas de um, dois, três euros, mas de cinco, nem vê-las. Há mais de um mês que desapareceram. A Santa Casa explica a razão.

Escaparate de mediador da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa com Raspadinhas de três e dez euros.Paula Nunes / ECO

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) tem vários jogos, mas a Raspadinha é de longe o preferido dos portugueses. É só comprar e raspar, na esperança que um, dois, três, cinco ou dez euros, se transformem de forma instantânea em dezenas, centenas ou mesmo milhares de euros. Se há quem prefira a de um euro, porque custa apenas um euro, muitos apostam uma nota de cinco. Ou melhor, apostavam… há mais de um mês que não há.

"Efetivamente, neste momento, há uma redução do número de Raspadinhas de cinco euros disponíveis.”

Fonte oficial da SCML

Basta uma ronda por algumas papelarias para perceber que os tradicionais escaparates recheados de raspadinhas estão, por estes dias, algo desfalcados. Estão, mas já não é de agora. Segundo vários mediadores abordados pelo ECO, há várias semanas que o stock deste que é o jogo preferido dos portugueses entre os disponibilizados pela SCML — a raspadinhas gera cerca de metade das receitas de jogo — encolheu, afetando essencialmente a Raspadinha de cinco euros.

De um, dois e três continua a haver, mas a de cinco euros, uma das que mais saída tem, há muito que “saiu de circulação”. Após várias semanas de insistência, a SCML reconheceu, ao ECO, o problema. “Efetivamente, neste momento, há uma redução do número de Raspadinhas de cinco euros disponíveis”, refere fonte oficial da entidade que tem Santana Lopes como Provedor. Não admite a rutura de stock, apenas uma redução. Os mediadores dizem que não há mesmo.

Esta “situação resulta diretamente da procura elevada e de atraso momentâneo por parte do fornecedor tecnológico internacional“, acrescenta a mesma fonte. As raspadinhas começaram por ser impressas em Portugal, mas passaram depois a ser produzidas no exterior, na Polónia, mais especificamente, referem alguns mediadores. Entre quem vende este jogo gerou-se a especulação de que a SCML estaria a acabar com as raspadinhas uma vez que já há este mesmo jogo online. Mas é apenas especulação.

[A ausência de Raspadinhas de cinco euros] resulta diretamente da procura elevada e de atraso momentâneo por parte do fornecedor tecnológico internacional.

Fonte oficial da SCML

A SCML diz ao ECO que prevê “que esta situação [de ausência de Raspadinhas de cinco euros] fique regularizada ainda durante o mês de abril”. Ou seja, não acabaram. As Raspadinhas de cinco euros vão voltar, sendo que os portugueses continuam a ter a possibilidade de apostarem através das restantes denominações.

“Importa relembrar que o Departamento de Jogos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (DJSCML) tem disponível em toda a rede de mediadores Jogos Santa Casa, uma vasta e variada oferta de jogos de Raspadinha, que permite uma escolha extensa para todos quantos encontram na Raspadinha uma opção da sua preferência”, remata fonte oficial.

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