Mais três mortos em manifestação na Venezuela contra eleição

  • Lusa
  • 30 Julho 2017

As manifestações contra a Assembleia Constituinte deixaram, de abril até ao sábado, 113 mortos e milhares de feridos. Se confirmadas, o saldo de mortes na Venezuela subirá para 116.

Pelo menos três pessoas morreram nas últimas horas em protestos contra as eleições deste domingo para a Assembleia Nacional Constituinte, convocada pelo Presidente Nicolás Maduro, informaram deputados da oposição venezuelana.

Na conta do Twitter, o deputado e líder da Ação Democrática (AD), Henry Ramos Allup, escreveu que o “regime assassinou” nesta madrugada Ricardo Campos, o secretário da juventude da AD, durante um protesto na localidade de Cumaná, no estado de Sucre.

As outras duas vítimas são Marcel Pereira e Iraldo Gutiérrez que, segundo vários deputados, foram assassinados por “coletivos” (grupos de defesa da ‘revolução bolivariana’, por vezes armados) nas últimas horas, num protesto contra a Assembleia Nacional Constituinte no estado de Mérida.

“Marcel Pereira e Iraldo Gutiérrez são as vítimas fatais que deixam os coletivos de @NicolasMaduro y @GobAlexisR em #Mérida. Assassinos!”, escreveu na sua conta do Twitter o deputado Carlos Paparoni.

A convocatória para a Assembleia Constituinte foi feita a 01 de maio pelo Presidente, Nicolás Maduro, com o principal objetivo de alterar a Constituição em vigor, nomeadamente os aspetos relacionados com as garantias de defesa e segurança da nação, entre outros pontos.

Ao convocar as eleições, Maduro alterou a forma de votação e as circunscrições por forma que as zonas rurais (nas quais o regime tem mais apoio) tenham mais poder de voto que, por exemplo, a capital Caracas (onde o anti-chavismo é mais forte). Também proibiu candidaturas apoiadas por partidos (ainda que muitos dos candidatos provenham dos partidos que apoiam o governo) e a organizou a constituição do futuro órgão de forma que este venha a ser composto por organizações que o regime apoiou diretamente ao longo dos anos.

A oposição venezuelana, que decidiu não participar nas eleições, acusa Nicolás Maduro de pretender usar a reforma para instaurar no país um regime cubano, adiar as eleições e perseguir, deter e calar as vozes dissidentes.

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