Eleições para a Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa realizam-se hoje

  • ECO e Lusa
  • 3 Outubro 2017

A nova CT irá negociar com a administração da Autoeuropa a compensação pela implementação dos novos horários de laboração contínua, para a produção mundial do T-Roc.

Os 4.800 trabalhadores da Autoeuropa elegem esta terça-feira a Comissão de Trabalhadores (CT) da Autoeuropa. Na corrida estão seis listas de candidatos.

Aumentos salariais, redução do horário de trabalho, melhoria das condições laborais e discussão dos turnos e folgas são alguns dos principais pontos dos programas apresentados pelas listas candidatas.

Das seis listas, uma é próxima ao sindicato da UGT (Sindel), outra ao da CGTP (SITE-Sul) e quatro são de trabalhadores independentes.

As eleições na Autoeuropa surgem na sequência da demissão da CT, depois de os trabalhadores terem decidido, em julho, avançar para uma greve histórica que se realizou em 30 de agosto, a primeira por razões laborais.

Segundo explicou à Lusa o presidente da comissão eleitoral, Fernando Sequeira, os trabalhadores poderão votar entre as 17h e as 21 horas de hoje e membros das várias listas podem ser eleitos, já que é usado o método de Hondt.

A nova CT irá negociar com a administração da Autoeuropa a compensação pela implementação dos novos horários de laboração contínua, na sequência da escolha desta fábrica para a produção a nível mundial do T-Roc.

Em causa estão os novos horários que tinham sido pré-negociados entre a CT e a administração da empresa, que acabaram por ser rejeitados pela maioria dos trabalhadores da fábrica. Para além de três turnos, o acordo previa o trabalho ao sábado, mediante uma compensação financeira de 175 euros mensais e mais um dia de férias e outras regalias previstas na legislação.

Por causa destes novos horários a empresa tem duas psicólogas que estão a acompanhar os trabalhadores, ao abrigo de um programa de apoio e intervenção social, avança esta terça-feira o Diário de Notícias. Os trabalhadores com filhos estão a ser chamados para tentar encontrar soluções, caso a caso, para que os casais possam acompanhar a família. Segundo DN, as consultas do departamento de recursos humanos começaram há duas semanas.

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