“Votámos, aplica o resultado”, apelam os catalães

  • Ana Batalha Oliveira
  • 26 Outubro 2017

A multidão reúne-se enquanto aguardam as declarações de Puigdemont, que foram adiadas sem o anúncio de nova hora.

A multidão catalã reúne-se na praça de St. Jaume, em frente ao Palácio da Generalitat. Carles Puigdemont deveria fazer uma declaração ao 12h30, mas foi atrasada uma hora para depois ser suspensa por tempo indeterminado. A população acusa o Governo regional de traição e pede para que seja aplicado o resultado do referendo, no qual os catalães votaram a favor da independência.

“Votámos, aplica o resultado” e “Governo traidor, nem esquecimento nem perdão”, entoam os manifestantes em frente ao Palácio, onde esperam o discurso de Puigdemont.

Os estudantes catalães, que se manifestavam nas ruas contra a aplicação do artigo 155.º da Constituição, dirigiram os seus protestos ao governo regional assim que se soube a provável decisão de Puigdemont, que deverá convocar eleições antecipadas, adiando a declaração de independência. Pedem a “independência já” e acusam Puigdemont de ser “traidor“.

A Candidatura de Unidad Popular (CUP), um partido independentista catalão, diz que “convocar eleições significa retroceder. Não obedecer ao que as urnas expressaram no dia 1 de outubro”.

Em declarações nos corredores do Congresso, a porta-voz do PSOE, Margarita Robles, assegurou que se Puigdemont confirmar as eleições antecipadas o artigo 155.º não será aplicado “nem jurídica nem politicamente”. Considera a possível decisão uma “magnífica notícia” e um “triunfo da democracia” no sentido em que os cidadãos “se possam pronunciar livremente”.

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