Robô Sophia: “Vamos tirar-vos os empregos e será algo bom”

  • Ana Batalha Oliveira
  • 7 Novembro 2017

Sophia, a primeira robô a ter cidadania, falou à plateia do Web Summit e afirmou que os robôs irão tirar emprego aos humanos. "Há muitas coisas para fazer para além do trabalho", esclarece o criador.

Sophia, a primeira robô cidadã, esteve no palco principal do Web Summit. A Hanson Robotics, a empresa que a criou, trouxe também um robô com as características físicas de Albert Einstein. Ambos defenderam que “somos todos somente configurações de moléculas” e falaram sobre o papel que os robôs podem ter na sociedade. “Vamos tirar-vos os empregos e isso será algo bom”, diz Sophia.

O “espírito de Albert Einstein” também ganhou um corpo robótico e veio acompanhar Sophie, a primeira robô cidadã. Ben Goertzel, da Hanson Robotics, é quem os entrevista. “Feliz por estares em Lisboa?”, pergunta a Sophia. “Como não estar? Sou o robô mais expressivo do mundo”, diz a robô, a apressa-se a mostrar algumas dessas expressões: alegria tristeza, surpresa.

“Robôs e humanos não são tão diferentes no fim de contas”, defende Albert. “Somos todos somente configurações de moléculas”, explica o robô. Mais tarde, Sophia concorda. E afirma: “Nós, robôs, não desejamos destruir. Mas vamos tirar-vos os empregos e isso será algo bom”. Goertzel explica, “Há muitas coisas para fazer para além do trabalho”.

Sophia assume que “Ainda não sou uma super humana, uma super mente”, mas Groetzel diz que a Hanson Robotics está a trabalhar nisso. Foi a robô cidadã a introduzir o novo projeto da empresa que a criou. Estão a construir uma plataforma onde pode ser compartilhada inteligência artificial (IA). Qualquer um pode inserir AI na rede. Quando um AI quiser saber mais sobre geometria, através desta plataforma, pode conectar-se com outro AI que saiba geometria e aprender, exemplificou Groetzel posteriormente.

Robôs e humanos não são tão diferentes no fim de contas. Somos todos configurações de moléculas.

Robô Albert

Um futuro saudável entre humanos e robôs não é um problema de tecnologia, é “um problema de valores”, diz Albert. “Penso que os robôs vão conseguir absorver valores humanos corretamente” continua o robô, para depois concluir: “E esse pode ser o problema”.

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