Petróleo cede à pressão das tarifas da China. Recua 2%

Os preços do barril de brent e do crude registam quedas de quase 2% nos dois lados do Atlântico, perante os receios de que uma guerra comercial global possa ter um impacto negativo sobre o crescimento

O petróleo está sob forte pressão nos mercados dos dois lados do Atlântico. As cotações do Brent londrino e do crude norte-americano recuam perto de 2%, cedendo à pressão do esperado impacto que uma guerra comercial global poderá ter sobre o crescimento económico e em consequência sobre o consumo da matéria-prima.

Esses receios agudizaram-se depois de, nesta quarta-feira, a China ter imposto tarifas de 25% aos bens dos Estados Unidos, na mesma medida de 50 mil milhões de dólares. Os produtos afetados são a soja, os carros, os químicos, alguns tipos de aeronaves, produtos com milho, entre outros produtos agrícolas. O anúncio foi feito pelo ministro das Finanças e pelo ministro da Economia esta quarta-feira.

Petróleo em queda

Fonte: Reuters

De salientar que a China é o maior importador mundial de matérias-primas, sendo que caso concretize a imposição das tarifas anunciadas, tal pode ter um impacto negativo no crescimento económico global. Sinais de menor procura tendem a pressionar os preços. Este fator está a condicionar o rumo não só dos mercados acionistas, como do petróleo.

O preço do barril de brent segue a recuar 1,72%, para os 66,95 dólares, enquanto o crude está a desvalorizar 1,81%, para os 62,36 dólares.

"Esta manhã, tem tudo a ver com a situação macroeconómica e como a relação comercial entre os EUA e a China está a evoluir.”

Harry Tchilinguirian

BNP Paribas

“Esta manhã, tem tudo a ver com a situação macroeconómica e como a relação comercial entre os EUA e a China está a evoluir“, disse Harry Tchilinguirian, responsável pela estratégia de matérias-primas do BNP Paribas, citado pela Reuters.

Mas, além do contra-ataque chinês, há mais fatores que estão a condicionar o rumo das cotações do “outo negro”. É o que se passa com a expectativa de que, esta quarta-feira, a Agência norte-americana de Informação sobre a Energia (EIA, na sigla em inglês) venha a anunciar uma subida dos inventários de petróleo.

De acordo com uma poll da Reuters, os inventários de crude terão crescido pela segunda semana consecutiva. Terão sido mais 200 mil barris na semana terminada a 30 de março.

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