Afinal, o que é que Lisboa tem?

  • ECO + JLL
  • 18 Abril 2018

Lisboa é hoje uma das cidades europeias mais atrativas para investir no setor imobiliário, seduzindo gente de todo o mundo que aqui vem comprar casa. Reunimos cinco fatores que explicam a tendência.

O mercado imobiliário está em alta na capital e isso percebe-se facilmente num simples passeio pela baixa da cidade: recuperação dinâmica do centro histórico, crescente procura de imóveis para arrendar ou comprar, bem como um turismo vibrante. De tal maneira que num estudo recente, realizado pela PwC e pelo Land Urban Institute, Lisboa aparece como a 12.ª melhor cidade europeia para investir em imobiliário, à frente de destinos como Paris (14.º lugar), Milão (17.º) ou Budapeste (19.º). Mas o que é que a cidade do fado tem que justifique toda esta atenção?

1 – Turismo em alta

Lisboa está na moda e até há quem lhe chame “a nova Barcelona”. Prémios atribuídos têm sido mais que muitos, um dos quais o de melhor destino do mundo para city break nos World Travel Awards de 2017. O boom que o turismo tem registado nos últimos anos é bem patente e muita gente está a recuperar edifícios e apartamentos para os destinar ao alojamento local. Aliás, o arrendamento temporário passou a ser a fonte de rendimento de muitos proprietários na capital. Com o crescimento do turismo aumentaram as lojas e os restaurantes cool com conceitos arrojados, bem como os espaços culturais que se distribuem por vários núcleos da cidade, dinamizando-os. É isto que se observa, por exemplo, em Campo de Ourique, Príncipe Real, Chiado-Cais do Sodré, Santa Catarina, Alcântara (Lx Factory) ou até Marvila.

2 – Imóveis (e não só) a preços acessíveis

Os portugueses podem não concordar, mas a verdade é que se compararmos os preços praticados no mercado imobiliário português com os do resto da Europa chegamos à conclusão que, por cá, os valores são considerados acessíveis e até muito competitivos. Este fator, aliado aos benefícios fiscais concedidos aos residentes não habituais, faz com que Lisboa e Porto sejam uma das primeiras escolhas de investidores estrangeiros.

Também numa pesquisa recente, Lisboa aparece como a nona cidade mais barata da Europa para férias, num barómetro que tem em conta preços de refeições e estadias. Com efeito, a nossa comida é considerada muito boa e acessível, funcionando como chamariz os inúmeros restaurantes de elevado prestígio que se concentram em Lisboa, alguns até com estrelas Michelin. Já para não falar dos vinhos, queijos e até do café, que continuam a apresentar uma das melhores relações preço-qualidade da Europa. E se a bica for acompanhada por um pastel de nata, melhor ainda.

3 – Qualidade de vida

A capital do país tem sol durante grande parte do ano – e uma luz única – a que se junta a brisa temperada do Atlântico, resultando num clima atrativo e saudável. Além disso, é considerada uma cidade muito segura e os seus habitantes bons anfitriões. Na edição deste ano do estudo da Mercer – “Quality of Living”, Lisboa aparece em 38.º lugar, ultrapassando cidades como Paris (39.º), Londres (41.º), Barcelona (43º. Lugar) ou Nova Iorque (45.º lugar). Já para os leitores do The Telegraph, Lisboa é a 16.ª melhor cidade do mundo, tendo recebido a distinção na edição de 2017 dos Telegraph Travel Awards destacando-se de destinos como Viena, Praga, Buenos Aires, Copenhaga, Berlim, Paris ou Madrid.

4 – Tem tudo o que é preciso

Não foi por acaso que celebridades como Madonna ou John Malkovich escolheram Lisboa para viver. Com um passado histórico muito rico e um modernismo que fervilha, a cidade tem uma boa rede de transportes integrada (metro, autocarro, comboio e aeroporto internacional), universidades bem classificadas, um sistema de saúde de qualidade (posicionado em 14.º lugar no Euro Health Consumer Index 2016, à frente do Reino Unido, por exemplo) e ainda uma ampla oferta cultural e de lazer. Também no que diz respeito ao consumo, Lisboa encontra-se em 19.º lugar na lista das cidades com mais presença de marcas internacionais, à frente de outras capitais europeias como Bruxelas, Dublin e Budapest, sendo a 22.ª cidade com mais marcas de luxo.

5 – Praias, vegetação e rio Tejo

A cerca de meia hora de caminho há praias que nunca mais acabam, quer vamos para os lados de Cascais, do Guincho ou de Tróia. Além disso, há muito verde nas proximidades, com as serras de Sintra e da Arrábida já ali. E quem tiver sorte pode ser que até desfrute, da janela da sua casa, de uma vista única sobre o rio Tejo.

Estes são alguns fatores que nos fazem acreditar que 2018 será mais um ano de grande dinamismo no setor imobiliário. Assim o diga a consultora imobiliária JLL Portugal: “Em 2018 espera-se, de facto, mais um ano de grande atividade no imobiliário em Portugal. O interesse internacional pelo nosso país enquanto destino para investir, morar, trabalhar, estudar ou visitar vai continuar a crescer”, explica Pedro Lancastre, Diretor Geral da JLL em Portugal. Segundo a consultora, o crescimento é sustentado e sustentável, “pois as fontes de procura são hoje muito diversificadas e a dinâmica não é apenas conjuntural”.

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