Galp em máximos de dez anos evita queda do PSI-20

Lisboa acompanhou os ganhos ligeiros que se verificaram no resto da Europa, numa altura em que os investidores aguardam pelo fim do impasse político em Itália.

A valorização dos preços do petróleo empurrou a Galp para a cotação mais elevada dos últimos dez anos, mas o disparo da petrolífera nacional chegou apenas para manter o PSI-20 acima da linha de água, num dia em que o BCP e os CTT corrigiram os ganhos expressivos da última sessão.

O PSI-20 fechou a subir 0,17%, para os 5.559,62 pontos, com oito cotadas em alta, uma inalterada e nove em queda. Lisboa acompanhou os ganhos ligeiros que se verificaram no resto da Europa, num dia em que os investidores mostraram cautela, à espera da resolução do impasse político em Itália. Esta quinta-feira, o Movimento 5 Estrelas e a Liga anunciaram ter dados “passos significativos em frente” com vista à formação de uma coligação de governo.

A contribuir para o desempenho positivo da praça portuguesa esteve a Galp, que avançou 1,82%, para os 16,74 euros por ação, o valor mais elevado desde maio de 2008.

A petrolífera regista estes ganhos numa altura em que o petróleo valoriza nos mercados internacionais, depois de Donald Trump ter rasgado o acordo nuclear assinado com o Irão. O mercado antecipa uma redução da oferta da matéria-prima e os preços estão a disparar desde o anúncio do presidente norte-americano. O barril de Brent, negociado em Londres e que serve de referência para o mercado português, está agora a corrigir os ganhos e negoceia nos 77,12 dólares, mas chegou a tocar nos 77,95 dólares esta manhã.

Também a Corticeira Amorim e a EDP registaram ganhos superiores a 1%, fechando nos 11,28 euros por ação e nos 3,08 euros por ação, respetivamente.

Em sentido contrário estiveram o BCP e os CTT, que voltaram às quedas depois dos ganhos registados nas últimas sessões. O banco liderado por Nuno Amado perdeu 0,24%, para os 29,6 cêntimos.

Já os CTT recuaram 0,63%, para os 3,17 euros por ação, depois de, na quarta-feira, a Anacom ter imposto uma redução dos preços à empresa de serviços postais, por concluir que os CTT não cumpriram dois dos 11 indicadores de qualidade a que estão obrigados.

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