Direito de resposta de Rui Carvalho à notícia “Um supervisor, um assessor e uma manipulação com uma única ação. Cinco crimes na bolsa de Lisboa apanhados pela CMVM”

  • ECO
  • 29 Junho 2018

O ECO publica direito de resposta de Rui Carvalho - ao abrigo da Lei de Imprensa - à notícia "Um supervisor, um assessor e uma manipulação com uma única ação. Cinco crimes na bolsa", de 20 de junho.

Assunto: Exercício do direito previsto no Art. 240, da Lei n.o 2/99, de 13 de Janeiro

Exmos Senhores,

O jornal digital ECO publicou no dia 20/06/2018, sem que tenha sido ouvido, uma notícia intitulada ‘Um supervisor, um assessor e uma manipulação com uma única ação. Cinco crimes na bolsa de Lisboa apanhados pela CMVM‘ da autoria do editor desse jornal Paulo Moutinho.

Na secção, destacada a bold e intitulada ‘Um supervisor apanhado por outro supervisor… no BES’ é afirmado (3.º parágrafo) e cito ‘A CMVM não explícita, mas este caso está relacionado com um administrador do Banco de Portugal. Rui de Carvalho foi investigado pelo Ministério Público por indícios de utilização de informação privilegiada em 2014, com venda de ações do BES, dois dias antes da resolução do banco.’ E, ainda, mais à frente. ‘O processo contra Rui de Carvalho está suspenso. Foram proferidas pelo Ministério Público três decisões de suspensão provisória que envolveram perda de mais-valias obtidas pelos arguidos e pagamento de injunções a favor de instituições de solidariedade social, refere a CMVM.’

Ora, embora eu seja quadro do Banco de Portugal e conhecido nessa instituição como Rui de Carvalho/Rui Carvalho, não sou, nem nunca fui administrador desta ou de outra instituição congénere, nomeadamente de instituições financeiras.

Também nunca fui constituído arguido pelo Ministério Público “por indícios de utilização privilegiada em 2014 com venda de ações do BES, dois dias antes da resolução do banco” (absolutamente nunca, ou por quaisquer outros motivos).

Como nunca adquiri ou sequer possui e, portanto, nunca vendi ações do BES, nem dois dias antes da resolução do banco, nem em qualquer outra altura.

É absolutamente falsa a referida notícia quando o seu autor escreve ‘O processo contra Rui de Carvalho está suspenso‘, pela singela e evidente razão de que não fui interpelado para a suspensão de qualquer processo.

Sem prejuízo do recurso aos meios legais previstos, venho exercer o direito, nos termos do disposto no Art.º 240 e seguintes da Lei n.º 2/99, de 13 de Janeiro, designada Lei de Imprensa, à rectificação da notícia e à imediata reposição da verdade dos factos em lugar e destaque que aquela mereceu.

Rui Manuel Franco Rodrigues Carvalho
Cartão do Cidadão n.º 04578696

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