Baixa o número de pessoas “subutilizadas” no mercado

  • Marta Santos Silva
  • 8 Agosto 2018

Há atualmente 361,8 mil desempregados, mas além deles contam-se 366,9 mil pessoas que querem trabalhar mais horas ou inativas. São menos 184,5 mil pessoas "subutilizadas" do que há um ano.

Entre o primeiro e o segundo trimestre de 2018, a taxa de desemprego voltou a cair, e o valor não era tão baixo desde 2004. Mas além da diminuição no número de desempregados, também há menos pessoas “subutilizadas”, ou seja, pessoas que trabalham a tempo parcial mas gostariam de trabalhar mais horas, e pessoas inativas, que continuam no mercado de trabalho embora não tenham a possibilidade de começar a trabalhar imediatamente.

No segundo trimestre, revelou o Instituto Nacional de Estatística (INE) esta quarta-feira, as pessoas subutilizadas, excluindo os desempregados, eram 366,9 mil, um valor que supera mesmo o número de pessoas classificadas como desempregadas. No entanto, há um ano este valor era maior em 79,4 mil pessoas.

A taxa de subutilização do trabalho atingiu, assim, os 13%: contabilizando os desempregados, as pessoas em situação de subemprego a tempo parcial (ou seja, que gostariam de trabalhar mais horas mas não encontram trabalho para tal), e tanto os inativos que procuram emprego mas não estão disponíveis imediatamente como os inativos que estão disponíveis mas não procuram emprego. No total, são 718,7 mil pessoas.

O INE alerta que o indicador da subutilização do trabalho deve ser analisado com cuidado, porém, porque se trata de “uma medida que sobrestima a subutilização do trabalho”. No caso do subemprego, são contabilizadas as pessoas que gostariam de trabalhar mais horas, e não apenas as horas que “faltam”. Além disto, é utilizado para o cálculo um conceito de população ativa mais alargado, “uma vez que os dois subgrupos de inativos considerados têm, em geral, uma menor ligação ao mercado de trabalho do que os desempregados, o que se traduz na existência de uma menor probabilidade de transição para a população ativa, de uma maior proporção de pessoas que nunca trabalharam ou que deixaram de trabalhar há mais de dois anos e de uma menor proporção de pessoas que se auto classificam como desempregadas”.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Baixa o número de pessoas “subutilizadas” no mercado

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião