Juventus afunda 21% em três dias. Crise em Itália e caso Ronaldo pressionam

As ações da Juventus voltam hoje a derrapar 2%, elevando para 21% a desvalorização acumulada em apenas três dias. Isto representa uma perda de valor de 300 milhões.

A Juventus continua em queda nos mercados. Só em três dias, os títulos do clube já afundaram mais de 20%, prejudicados, em parte, pelo caso que envolve Cristiano Ronaldo, mas também pela difícil situação do mercado italiano, que tem arrastado as restantes bolsas europeias. Mas, apesar disso, a Juve mantém uma valorização de mais de 60% este ano, impulsionada também pela entrada do craque português em Turim.

As ações da Juventus fecharam esta sessão a cair 2,92% para 1,165 euros, acumulando uma queda de 20,5% em três sessões — na quinta-feira, os títulos encerraram a recuar 7,7% e, na sexta-feira, perderam 11,32%. A contribuir para este desempenho estão as recentes polémicas que envolvem Cristiano Ronaldo, jogador que custou ao clube 100 milhões de euros. Contudo, só nestes dias, os prejuízos já ascendem aos 303 milhões de euros em termos de capitalização bolsista.

Títulos da Juventus deslizam mais de 20% em três dias

Apesar de o jogador ter negado “vigorosamente” as acusações de que é alvo, afirmando que a violação é “um crime abominável”, não foi o suficiente para apagar as preocupações dos principais patrocinadores: a Nike disse estar “profundamente preocupada” com a situação e a EA Sports (editora de videojogos como a FIFA) falou de um cenário “preocupante”. Ainda esta segunda-feira, a revista alemã Der Spiegel, que tem investigado o caso, publicou o acordo assinado entre Ronaldo e Kathryn a 12 de janeiro de 2010.

Mas não foi só Ronaldo a contribuir para este desempenho bolsista. As recentes quedas da bolsa italiana também estão a penalizar a Juve, tendo o FTSE encerrado a perder 2,43% para 19.851,47 pontos esta segunda-feira, acumulando uma queda de cerca de 7% desde o início do ano. Na passada quinta-feira, o índice desvalorizou 1,3% e, na sexta-feira, 0,59%. Um cenário que tem contagiado outras bolsas europeias.

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