#EleGanhou. Bolsonaro é o novo presidente do Brasil

Jair Bolsonaro sucede a Michel Temer como 38.º Presidente da República Federativa do Brasil. Fernando Haddad, do Partido dos Trabalhadores, foi derrotado.

Segundo os números oficiais do Tribunal Superior Eleitoral, com 99,53% das secções de voto apuradas, Jair Bolsonaro lidera com 55,21% dos votos. Fernando Haddad contabiliza 44,79%. Jair Bolsonaro sucede a Michel Temer como 38.º Presidente da República Federativa do Brasil.

Jair Bolsonaro já reagiu aos resultados, num vídeo publicado nas redes sociais, agradeceu os votos e as orações do povo brasileiro, a quem agradeceu a confiança. “Temos condições de governabilidade” e condições para “resgatar o Brasil”, disse o candidato do PSL. “Vamos juntos mudar o destino do Brasil. Sabíamos para onde estávamos indo, agora sabemos para onde queremos ir”, afirmou Bolsonaro.

“Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”

Mais tarde, no discurso de vitória, Bolsonaro afirmou que “este Governo será defensor da Constituição, da democracia e liberdade”. “Liberdade é um princípio fundamental, liberdade política e religiosa”. Prometeu transformar o Brasil “num país próspero” e ainda “mais Brasil e menos Brasília”

No plano económico, repetiu a promessa de “eliminar o défice público primário” e “converte-lo em superávite”.

Afirmou que trabalhará para todos os brasileiros e terminou com o mote da campanha: “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”.

Fernando Haddad, no discurso de derrota, disse: “Não vamos deixar este país para trás, vamos defender o nosso ponto de vista, respeitando as instituições”. Lembrou que daqui a quatro anos há novas eleições e prometeu que “não vamos deixar de exercer a nossa cidadania”.

Sondagens acertaram

Este resultado confirma a tendência da primeira volta em que Jair Bolsonaro, que encabeça o Partido Social Liberal (PSL, de extrema-direita), obteve 46% dos votos, derrotando na altura Fernando Haddad, do Partido dos Trabalhadores (PT).

Para a segunda volta, as sondagens voltaram a dar vantagem a Jair Bolsonaro. Segundo os números do instituto Ibope, divulgados este sábado no Brasil, Jair Bolsonaro, do PSL, poderia ganhar com 54% dos votos, à frente de Fernando Haddad, do PT, que na sondagem registou 46%, uma diferença de nove pontos.

Além da corrida pelo cargo de Presidente, os cerca de 147,3 milhões de eleitores brasileiros foram chamados este domingo às urnas também para escolheram os próximos representantes no Parlamento (Câmara dos Deputados e Senado) e dos Governos regionais que não ficaram definidos na primeira volta, que se realizou a 7 de outubro.

Marcelo felicita

Fora do Brasil, Bolsonaro também foi o grande vencedor na contagem dos votos. O candidato de extrema-direita venceu, por exemplo, a votação nas 27 assembleias de voto em Lisboa, conquistando 64,4% dos 6.948 votos válidos. No Porto, venceu com 66,5%.

Marcelo Rebelo de Sousa já enviou uma mensagem de felicitações ao Presidente eleito da República Federativa do Brasil. Numa nota publicada no site, lê-se que “o Presidente da República enviou uma mensagem de felicitações ao Presidente eleito do Brasil, Jair Bolsonaro, na qual fez referência aos laços de fraternidade que unem Portugal e o Brasil e à significativa comunidade de portugueses e lusodescendentes residentes no Brasil, bem como à cada vez mais importante comunidade brasileira no nosso País”.

Jair Bolsonaro, no discurso de vitória, transmitido em direto pela RTP3.

Quem é Bolsonaro?

Capitão do exército reformado e defensor da ditadura militar — regime que vigorou no Brasil entre 1964 e 1985 –, Jair Messias Bolsonaro nasceu a 21 de março de 1955 (63 anos) e iniciou a carreira política como uma figura caricata de posições extremas e discursos agressivos em defesa da autoridade do Estado e dos valores da família cristã, segundo um perfil feito pela agência Lusa.

Chamado de “mito” e “herói” pelos seus apoiantes e de “perigo à democracia” por críticos e adversários, Jair Bolsonaro está na política brasileira há 28 anos e foi eleito deputado (membro da câmara baixa) sete vezes consecutivas, mas sem nunca ter ocupado um cargo importante no Parlamento.

Bolsonaro ganhou notoriedade nos últimos anos e transformou-se num líder capaz de mobilizar milhões de eleitores desiludidos com a mais severa recessão económica da história do Brasil, que eclodiu entre os anos de 2015 e 2016, ao mesmo tempo em que as lideranças políticas tradicionais do país têm sido envolvidas em escândalos de corrupção.

(Notícia atualizada às 23h36)

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