Economia, China e Apple provocam novo trambolhão nas bolsas. Lisboa segue quedas da Europa

Depois da subida na primeira sessão do ano, a praça portuguesa volta às quedas. Segue a tendência negativa das pares europeias penalizada pela Galp Energia.

A bolsa nacional está de volta às quedas, acompanhando a tendência negativa das principais praças europeias. Depois de ter escapado às perdas na primeira sessão do ano, beneficiando da valorização da Galp Energia, o PSI-20 recua perante a descida dos títulos da petrolífera num novo dia de desvalorização das cotações do “ouro negro” nos mercados internacionais.

O índice de referência português somou 0,2% na primeira sessão de 2019. Contudo, está de volta a terreno negativo, perdendo 0,29% para 4.727,19 pontos, tendência que se verifica nas congéneres europeias. O Stoxx 600 recua 0,8%, havendo praças, como a de Paris, com quedas de 1%.

A condicionar o comportamento dos mercados europeus estão os renovados receios quanto ao crescimento económico global, espoletados por dados negativos na China. Também as empresas do setor tecnológico castigam as praças do Velho Continente depois de a Apple ter vindo rever em baixa as suas estimativas de vendas do iPhone.

Os receios quanto ao abrandamento da economia estão a pesar nas cotações do petróleo, levando o preço do barril a corrigir da forte subida na sessão anterior. Perante a queda dos preços, a Galp Energia regista uma queda de quase 1% para cotar nos 13,925 euros. EDP e EDP Renováveis, por seu lado, seguem com ganhos ligeiros.

A pressionar o PSI-20 está também o BCP, que cai 0,39% para 22,77 cêntimos, assim como as empresas do setor do papel. Tanto a Altri como a Navigator estão a perder valor numa sessão em que a Corticeira Amorim regista a maior desvalorização: cai 1,66% para cotar nos 8,90 euros.

Além da EDP e EDP Renováveis, a impedir uma descida mais acentuada da praça portuguesa estão os CTT e a Nos. A empresa de correios valoriza 0,2% para 2,97 euros, já a operadora de telecomunicações liderada por Miguel Almeida apresenta uma subida de 0,09% para os 5,29 euros.

(Notícia atualizada às 8h10 com mais informação)

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Economia, China e Apple provocam novo trambolhão nas bolsas. Lisboa segue quedas da Europa

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião