Crowdfunding da Montis: um destino para terrenos sem destino

  • BRANDS' ECO
  • 12 Abril 2019

A Montis, uma associação de conservação da natureza que gere directamente os terrenos que são seus ou lhes são cedidos, tem em desenvolvimento a campanha de crowdfunding “Como coisa que nos é cedida”

A intenção da Montis é comprar terrenos que estão abandonados, sem gestão, e trazer gestão que permita ter paisagens mais equilibradas e mais biodiversidade.

A falta de competitividade tem levado ao abandono de milhares de hectares em Portugal, o que permite a acumulação de folhas, raminhos, cascas, matos que vão alimentar o padrão de fogo que conhecemos actualmente, com os efeitos conhecidos.

A Montis pretende contribuir para soluções socialmente mais úteis, gerindo algumas propriedades e procurando demonstrar que existem alternativas à falta de gestão que não passem pela exploração industrial de madeira.

Segundo a Associação, o objectivo é soluções ao que existe, combatendo o abandono, desenvolvendo uma solução que se baseia nasBRA pessoas comuns e que mobiliza recursos para uma gestão que é deficitária, seguramente, mas com benefícios gerais, quer na gestão do fogo, quer no aumento de biodiversidade, quer na criação de paisagens mais ricas e equilibradas.

A Montis gere actualmente 150 hectares, usando fogo controlado, usando técnicas suaves de controlo da torrencialidade que promovem a criação de solo e investindo no capital natural.

A Montis quer dar mais um passo, por um lado, alargando as áreas que são sua propriedade em Vouzela – dos cerca de 150 hectares que gere, apenas 5 hectares são propriedade da Montis – e, pela primeira vez, comprando propriedades em Pampilhosa da Serra, no coração de uma das regiões com mais abandono do país.

A partir de um euro, sem limite superior de valor de doação, pode juntar-se à Montis neste esforço de levar gestão a paisagens que hoje ninguém quer gerir, conduzindo os processos naturais para obter melhores resultados para todos.

A opção é sua: esperar por soluções perfeitas vindas de algum lado, ou dar um pequeno empurrão a soluções reais, com limites e potencialidades conhecidas e provas dadas no que já hoje vamos fazendo. Ficar de braços cruzados é mais confortável, claro, mas é muito menos útil para todos.

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