Q&A: Que efeito terá a compra da Tranquilidade pela Generali?

  • ECO Seguros
  • 11 Julho 2019

João Costa Duarte, corretor e administrador da corretora Costa Duarte, oferece a sua visão, em pergunta curta com resposta rápida, sobre as consequências para a indústria em Portugal.

«É prematuro dizer algo antes do negócio estar concretizado, mas a confirmar-se a venda da Seguradoras Unidas que detém as marcas Tranquilidade, Açoreana e Logo, considero que no essencial são boas notícias para o setor e para a Costa Duarte em particular.

João Costa Duarte: “Fica a dúvida do que acontecerá com a marca Tranquilidade, uma referência incontornável em quase 150 anos de presença neste mercado”

Após uns anos em reestruturação por parte do atual acionista, a Seguradoras Unidas tornou-se um ativo muito apetecível, como fica demonstrado pelas quatro propostas de compra entregues por grupos seguradores concorrentes. Por outro lado, ainda que o mercado Não-Vida tenha uma elevada concentração, é positivo que a Seguradoras Unidas venha a ser detida por um importante player do setor que passará a ter uma quota de mercado de cerca de 19,0%, se somarmos os 15,5% da Seguradoras Unidas com os 3,2% da Generali, contribuindo para uma redução da diferença face ao líder de mercado.

Espero que esta operação, a confirmar-se, potencie a competência das atuais equipas, crie sinergias e alargue a oferta através de produtos inovadores e competitivos, privilegie a relação com a mediação profissional e que no final do dia preste um bom serviço ao cliente, contribuindo para a consolidação da imagem deste importante setor.

Como interrogação, fica a dúvida do que acontecerá com a marca Tranquilidade, uma referência incontornável em quase 150 anos de presença neste mercado.»

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

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O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

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No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

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António Costa

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