PR moçambicano e líder da Renamo assinam acordo de cessação das hostilidades militares

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, e o líder da Renamo, Ossufo Momade, assinaram esta quinta-feira um acordo de cessação das hostilidades, antecipando um acordo de paz.

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, e o líder da Renamo (Resistência Nacional Moçambicana), Ossufo Momade, assinaram esta quinta-feira o acordo de cessação das hostilidades, para o fim formal dos confrontos entre as forças governamentais e o braço armado do principal partido da oposição.

O acordo para pôr fim às hostilidades, firmado ao final da manhã na Serra da Gorongosa, no centro de Moçambique, é o terceiro assinado em 40 anos entre a Frelimo e a Renamo, e antecipa a assinatura de um acordo de paz mais amplo, que será assinado a 6 de agosto, em Maputo.

“O dia 1 de agosto de 2019 fica registado nos anais da nossa história como uma data inesquecível, o dia do reencontrado da família moçambicana“, afirmou Ossufo Momade, que desde janeiro lidera a Renamo, em declarações transmitidas pela RTP.

Já Filipe Nyusi fala de um virar de página que será “assumida e defendida com o que dizemos e fazemos” no sentido da “paz efetiva e duradoura”. “Estamos aqui em Gorongosa para dizer aos moçambicanos e ao mundo inteiro que acabamos de dar mais um passo que mostra que a marcha rumo à paz efetiva é mesmo irreversível“, sublinhou o presidente de Moçambique.

O dia fica, no entanto, marcado pelo ataque a um autocarro de passageiros e camiões, a 200 quilómetros da Gorongosa. Segundo a agência Lusa, um grupo guerrilheiros do braço armado da Renamo já tinha alertado o Governo para a continuação da instabilidade militar no país, caso assine o acordo de cessação das hostilidades militares com Ossufo Momade, exigindo a renúncia deste do cargo de presidente da Renamo.

O grupo avisou que não vai aceitar o processo de Desarmamento, Desmobilização e Reintegração que se iniciou na segunda-feira enquanto Momade continuar presidente da Renamo.

A implementação de um acordo de paz, que foi acelerado pelas eleições de 15 de outubro, exige ainda a integração de 5.200 homens da Renamo, que permanecem armados, na defesa nacional.

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