Impasse mantém-se e há terceira votação para escolher candidato europeu ao FMI. Finlandês Olli Rehn também desiste

Os ministros da UE não conseguiram escolher um candidato ao FMI nas duas primeiras rondas. Olli Rehn também desistiu. A ronda final será entre Kristalina Georgieva e Jeroen Dijsselbloem.

Os ministros das Finanças da União Europeia começaram a votar esta manhã para escolher o candidato europeu ao cargo de diretor-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), mas o impasse mantém-se e nenhum candidato conseguiu ser eleito nas duas primeiras rondas de votações. O voto, proposto pelo ministro das Finanças francês, terá de ir a uma terceira ronda, já sem a espanhola Nadia Calviño e o finlandês Olli Rehn, que desistiram após o final de cada ronda.

“A União Europeia está prestes a votar no candidato da Europa para diretor-geral do FMI. É um desafio excecionalmente significativo e motivante. No entanto, retira o meu nome de consideração nesta altura, para que consigamos um consenso alargado sobre o candidato europeu, e apoio a nível mundial”, disse o responsável no Twitter.

Depois de não conseguir chegar a um consenso nas negociações entre os governos europeus, Bruno Le Maire propôs uma votação esta sexta-feira para acelerar o processo, com as rondas que fossem necessárias para conseguir escolher um candidato europeu. E a votação vai mesmo para uma terceira votação, já que nenhum dos quatro candidatos conseguiu a maioria qualificada — 16 Estados-membros que representem pelo menos 65% da população da União Europeia — necessária para serem eleitos.

Os ministros aceitaram esta quinta-feira de manhã que a escolha fosse feita por votação, mas não sem as reservas expressas de alguns países. O ministro das Finanças e vice-chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, é um dos ministros céticos da forma de escolha proposta por Bruno Le Maire. O representante do Reino Unido criticou a decisão e disse que seria melhor demorar mais tempo e encontrar um candidato por consenso do que se apressar o processo.

De acordo com o Ministério das Finanças, o ministro Bruno Le Maire lançou a votação pouco antes das 09h00 e a votos estão apenas dois candidatos: a búlgara Kristalina Georgieva e o holandês Jeroen Dijsselbloem

Mário Centeno também estava na disputa, mas decidiu na tarde de quinta-feira retirar o seu nome do processo de votação, não se retirando, no entanto, por completo da corrida

(Artigo atualizado às 14:19 com informação sobre a terceira ronda de votações e a desistência de Olli Rehn)

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