Preços das casas aceleram 10,1% no 2.º trimestre. Mas vendas caem

O Índice de Preços da Habitação aumentou 10,1% no 2.º trimestre face a idêntico período do ano passado. Contudo, as vendas de casas baixaram 6,6%, a primeira quebra homóloga desde 2012.

Os preços das casas não param de acelerar em Portugal. No segundo trimestre do ano, subiram 10,1% face ao período homólogo, revela o Instituto Nacional de Estatísticas nesta sexta-feira.

“O Índice de Preços da Habitação (IPHab) aumentou 10,1% no 2.º trimestre de 2019 face a idêntico período do ano anterior, 0,9 pontos percentuais acima do observado no 1.º trimestre. As duas categorias de habitações registaram taxas de variação semelhantes, 10,1% no caso das existentes e 10,3% nas novas”, diz o gabinete público de estatísticas.

Em relação ao trimestre anterior, o índice cresceu 3,2%, com o aumento dos preços a ser mais intenso no caso das habitações novas (variação de 4,1%), mais 1,1 pontos percentuais que o observado nas habitações existentes.

Evolução do Índice de Preços da Habitação

Fonte: INE

Vendas caem 6,6%. É a primeira descida desde 2012

Contudo, no que diz respeito ao número de casas vendidas foi regista uma quebra. No total a nível nacional, entre abril e junho, foram transacionados 42.590 imóveis.

Este número corresponde a uma redução de 6,6% comparativamente ao verificado no mesmo período do ano passado, quando foram alienados 45.619 imóveis. Em termos homólogos, trata-se assim da primeira vez desde 2012 que se regista uma quebra no número de casas vendidas. Face ao trimestre anterior também ocorreu uma diminuição no número de vendas.

De entre as transações realizadas, 6.107 respeitaram a habitações novas, uma redução de 9,4% face ao 2.º trimestre de 2018. Já as vendas de habitações existentes continuaram a representar a maioria das transações (85,7% do total), tendo atingido 36.483 unidades, valor inferior em 6,2% face ao registo do mesmo período de 2018.

Em termos de valor global nacional das transações, este ascendeu a 6,1 mil milhões de euros, o que constitui uma redução homóloga de 1,9%.

Área Metropolitana de Lisboa, Norte e Algarve perdem peso nas vendas

A Área Metropolitana de Lisboa e o Norte continuam a concentrar o maior número de vendas. Contudo, segundo o INE, as duas regiões perderam peso no “bolo” total de vendas. Entre o início de abril e o final de junho de 2019, foram transacionadas 14.804 casas na Área Metropolitana de Lisboa e 12.043 na região Norte.

Estas duas regiões, no seu conjunto, representaram 63,1% do total de transações, o que constituiu a mais baixa percentagem observada desde o 4º trimestre de 2016“, explica o INE.

O valor transacionado nestas duas regiões (aproximadamente 2,8 e 1,4 mil milhões de euros, respetivamente) foram os mais baixos dos últimos cinco trimestres, conduzindo a reduções das respetivas quotas relativas (-1,8 pontos percentuais na Área Metropolitana de Lisboa e -0,2 pontos percentuais no Norte).

Para além dessas áreas, o Algarve com um total de 3.735 vendas, foi a outra região que apresentou uma redução na sua quota relativa regional (-0,3 pontos percentuais).

Por contrapartida, a região Centro, o Alentejo, a Região Autónoma dos Açores e a Região Autónoma da Madeira registaram pelo 3.º trimestre consecutivo (no caso do Alentejo, há cinco trimestres) aumentos das respetivas quotas relativas regionais.

Na região Centro, o valor das transações, 757 milhões de euros, correspondeu ao segundo registo mais elevado da série disponível e a um aumento de 1,3 pontos percentuais na quota relativa regional.

No período em análise, o Algarve registou transações no valor global de 714 milhões de euros, enquanto a Região Autónoma dos Açores e a Região Autónoma da Madeira apresentaram vendas de habitações no valor de 70 milhões de euros e 98 milhões de euros, respetivamente, indica o INE.

(Notícia atualizada às 11h51 com mais informação)

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