Sem plano de recuperação, Tegopi deverá entrar em falência hoje

  • ECO
  • 3 Outubro 2019

A falência da metalomecânica de Gaia deverá ser oficializada ainda esta quinta-feira. Detida em 70% por um fundo público, a empresa entrou em insolvência em maio com dívidas de 30,6 milhões de euros.

A assembleia de credores da Tegopi vai reunir-se esta quinta-feira com Tribunal de Comércio de Gaia para determinar a insolvência da empresa. A empresa produtora de torres eólicas, detida em 70% por um fundo público, deverá seguir para liquidação.

De acordo com o Jornal de Negócios (acesso pago), não será apresentado qualquer plano de recuperação para a metalomecânica de Gaia e, por isso, o administrador da insolvência limitar-se-á a propor a liquidação da empresa. Esta decisão não agrada ao principal credor, a Caixa Geral de Depósitos (CGD), que reclama 13,4 milhões de euros e critica forma como o processo de insolvência foi conduzido, quer por parte da administração da insolvência, bem como, do gestor judicial.

A CDG afirma ao Negócios que “nunca recebeu por parte da empresa ou do seu administrador de insolvência qualquer plano de recuperação para analisar o seu conteúdo“, acrescentado que só na passada quinta-feira tomaram conhecimento de que junto aos autos foi anexada “uma proposta do administrador de insolvência que aponta para a liquidação da empresa”.

Na prática, isto significa que a CGD e os restantes 271 credores poderão apenas votar a descontinuidade da empresa e subsequente venda dos seus ativos. A instituição liderada por Paulo Macedo queixa-se que ao longo do processo solicitou “um conjunto de informações sobre a empresa e a sua atividade”, mas nunca lhes foi disponibilizada.

A PME Investimentos diz-se chocada pela forma como a empresa despediu os 98 trabalhadores. A metalomecânica afixou, na passada sexta-feira, uma folha na cantina da empresa com os nomes dos trabalhadores em causa e sem aviso prévio. “É algo desumano”, refere Marco Fernandes, presidente da acionista estatal. A Tegopi apresentou insolvência em maio do ano passado com dívidas de 30,6 milhões de euros.

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