Estes óculos vão ler por si tudo o que não consegue ver

O wearable, que se destina a pessoas cegas ou com baixa capacidade de visão, adere magneticamente às hastes dos óculos e pode ser ativado através de gestos ou seguindo o olhar.

Chegou agora a Portugal um “unicórnio” israelita especializado em sistemas de visão artificial. A startup avaliada em mais de mil milhões desenvolve um dispositivo, destinado a pessoas cegas ou com baixa capacidade de visão, que se coloca nos óculos e que consegue ler em voz alta texto impresso e digital de qualquer superfície, em tempo real.

O produto, chamado OrCam MyEye, é ativado por um gesto de apontar ou seguindo o olhar do utilizador, o que permite uma utilização mãos-livres, sendo o “único dispositivo do mundo ativado assim”, explica a empresa em comunicado. É um wearable sem fios, que não precisa de estar ligado ao wi-fi e que adere magneticamente às hastes dos óculos.

O dispositivo adere magneticamente às hastes dos óculos.OrCam

Livros, jornais, ecrãs de computador e smartphones e etiquetas em supermercados são alguns dos suportes que o dispositivo consegue ler. Já está disponível em 25 idiomas e 48 países, chegando agora a Portugal, onde existem aproximadamente 160 mil pessoas cegas e 900 mil cidadãos com dificuldades de visão, segundo salienta a empresa.

Para além da OrCam MyEye, que permite o reconhecimento facial, a identificação de cores e de dinheiro (notas) e ver as horas, com um gesto de olhar para o pulso, existe também a OrCam MyReader, que apenas permite a leitura. O OrCam MyEye tem um custo de 4.500 euros e o OrCam MyReader um custo de 3.500 euros.

Em Portugal já existe financiamento disponível para o aparelho, mediante avaliação caso a caso, através do Sistema de Atribuição de Produtos de Apoio – SAPA, do Instituto Nacional de Reabilitação, que se destina a pessoas com deficiência ou incapacidade temporária que necessitam produtos de apoio ou que apresentam dificuldades específicas, indica a empresa.

Não está disponível em nenhuma loja física mas sim junto dos distribuidores, que podem ser contactados através do site. “O nosso objetivo é criar uma solução duradoura que marcará o novo padrão para o nível de independência que a tecnologia de visão artificial pode oferecer”, aponta Fabio Rodríguez, Country Manager de Portugal e Espanha, citado em comunicado.

Os fundadores desta empresa são também cofundadores da Mobileye, que desenvolve um sistema de prevenção de colisões e de condução autónoma.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Estes óculos vão ler por si tudo o que não consegue ver

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião