“Uma feliz coincidência”. Júri do prémio Entrepreneur of the Year tem tantos homens como mulheres

  • Ana Baptista
  • 21 Novembro 2019

A consultora EY, que promove o Entrepreneur of the Year, já está a receber candidaturas para, depois, serem analisadas. Galardão é entregue em março de 2020.

Não foi premeditado, mas antes uma feliz coincidência. O júri do prémio Entrepreneur of the Year promovido pela consultora EY tem, na sua próxima edição em 2020, o mesmo número de homens e mulheres, ou seja, está em paridade de género.

“Em linha com a preocupação global da EY com a paridade de género, assumimos a intenção de aumentar a participação feminina no júri. Não definimos à partida um número mínimo ou máximo de juradas, nem os convites são feitos em função do género dos potenciais jurados, pelo que a paridade é uma feliz coincidência. À medida que mais mulheres chegam a posições de destaque, mais natural se torna que mais mulheres estejam presentes em iniciativas deste género”, explicou ao ECO o responsável pela área de desenvolvimento de negócio da EY em Portugal, Luís Florindo.

“A única ‘regra’ que a EY tem definida no que respeita à composição do júri, é o convite ao vencedor da edição anterior, contribuindo dessa forma para a eleição do seu sucessor. Os restantes convites procuram conjugar pessoas de vários setores, incluindo a academia, com o objetivo de assegurarmos decisões finais independentes”, acrescenta ainda.

Assim, do painel da edição de 2020 fazem quatro homens e quatro mulheres. António Gomes Mota, chairman dos CTT, é o presidente do júri, a quem se juntam Clara Raposo, reitora do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG); Steven Braekeveldt, presidente executivo (CEO) da seguradora Ageas; Isabel Ucha, CEO da Euronext; Vera Pinto Pereira, membro do conselho de administração da EDP e CEO da EDP Comercial; Vasco Pereira, presidente e CEO do grupo Lusíadas; Dionísia Ferreira, ex-administradora dos CTT; e ainda António Rios de Amorim, CEO da Corticeira Amorim e o vencedor do ano passado.

“Os principais objetivos são abrangência setorial e independência. É importante que os próprios candidatos sintam que o júri é composto por personalidades com forte experiência profissional e que abrange pontos de vista diversos. Para muitos é motivo de orgulho que estas personalidades conheçam o seu percurso empreendedor e os sucessos das suas empresas”, conclui.

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