BRANDS' ECO Conheça os vencedores das edições anteriores do Prémio IN3+

  • BRANDS' ECO
  • 3 Fevereiro 2020

O Prémio Inovação da INCM arrancou em 2016 e em cada uma das edições distinguiu três ideias. ATLAS (2ª edição) e Papel Secreto (1ª edição) encontram-se neste momento em fase de desenvolvimento.

Desde 2016 que a Imprensa Nacional Casa da Moeda (INCM) se aliou à comunidade científica e de investigação em Portugal para pôr em prática soluções inovadoras através do Prémio Inovação, que nesta terceira edição tem um orçamento de um milhão de euros para distribuir entre os vencedores.

A rede de parceiros da INCM conta com mais de 20 universidades portuguesas, centros de investigação e laboratórios. As principais áreas de desenvolvimento são as tecnologias de produção e de materiais, TIC, nanotecnologia, robótica e automação; estes contam com a colaboração de investigadores nacionais e internacionais.

Os projetos apresentados nas edições anteriores são vistos como pioneiros e inovadores, designadamente nas áreas de Indústria 4.0 e Novos Materiais, estando em fase de desenvolvimento.

Cada uma das edições anteriores viu o prémio ser atribuído a 3 projetos. O vencedor da 2ª edição do Prémio Inovação INCM, em 2017, foi o projecto ATLAS, apresentado pelo Professor José Barata da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa. O principal objetivo do projeto foi melhorar o processo logístico de documentos de identificação, tais como o CC (Cartão de Cidadão) e o PEP (Passaporte Electrónico Português).

O projeto consiste na utilização de robótica colaborativa para auxiliar o transporte de cartões entre as respetivas áreas de produção: segurança, manipulação e operação por meio automático e o envio do produto final validado para a área de finalização.

Através da inovação de Indústria 4.0, o projeto permite não só a fácil localização dos materiais, como também a libertação de mão-de-obra de tarefas repetitivas e pesadas, que podem ser desenvolvidas por máquinas e nocivas para o ser humano. O projeto está a ser executado em colaboração com a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (FCT-UNL).

As ideias premiadas em segundo e terceiro lugar foram o “Fabrico de Moedas Comemorativas através de Tecnologias Aditivas”, demonstrada pela equipa de investigadores do Instituto de Engenharia Mecânica do Instituto Superior Técnico, e “BlockCarPollution – Potenciar o uso de Transportes Coletivos e Partilhados com Recurso a Blockchain”, apresentada por elementos da Universidade de Aveiro e da empresa Ubiwhere.

O vencedor da 1ª edição do Prémio Inovador INCM, em 2016, foi o projeto Papel Secreto, apresentado por Elvira Fortunato, atual Vice-Reitora da Universidade Nova de Lisboa, Rodrigo Martins, Luís Pereira e Pedro Barquinha do Centro de Investigação de Materiais e João Goes e João Pedro Oliveira do Centro de Tecnologia e Sistemas, todos investigadores da FCT-UNL.

O Papel Secreto tem como mote “Dar inteligência ao papel – O papel interage connosco!” O seu principal objetivo foi o aumento do rastreio e segurança de produtos e documentos; tais como documentos de identificação, passaportes, suportes de comunicação e marketing, saúde, entre outros.

Este projeto está atualmente em desenvolvimento no laboratório colaborativo AlmaScience, recentemente criado, em conjunto com a Navigator, Fraunhoffer, a Universidade Nova de Lisboa e o Centro de Diagnósticos Clínicos Clara Saúde. Este laboratório visa criar conceitos inovadores e sustentáveis que promovam a criação de novas tecnologias e produtos baseados na tecnologia do papel inteligente.

Exemplos de aplicação:

  • Embalagens e rótulos inteligentes;
  • Selos inteligentes para proteção de marca;
  • Testes rápidos e menos onerosos de diagnóstico clínico;
  • Superfícies inteligentes para revestimento do interior dos edifícios.

Nesta mesma edição, o segundo lugar foi atribuído à ideia “Cunhagem de Moedas Total ou Parcialmente Transparentes” do Instituto de Engenharia Mecânica do Instituto Superior Técnico. Foi ainda conferida uma menção honrosa à ideia “Diminuição da Colonização Bacteriana em Moeda Metálica”, apresentada por uma equipa de investigadores composta por Telmo Santos, da FCT-UNL, Carla Carvalho, do Instituto de Bioengenharia e Biociências do Instituto Superior Técnico, e Maria José Carvalho, do Centro de Ecologia, Evolução e Alterações Ambientais da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa.

A 3ª edição aguarda ansiosamente a submissão de novas ideias que promovam a inovação das suas áreas de atuação.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Conheça os vencedores das edições anteriores do Prémio IN3+

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião