PS aproxima-se da maioria absoluta. Chega ultrapassa Bloco

  • ECO
  • 31 Maio 2020

Sondagem da Pitagórica para o Jornal de Notícias e TSF indica que a distância entre socialistas de António Costa e os sociais-democratas de Rui Rio está a aumentar.

Se houvesse agora eleições legislativas, o PS de António Costa ficaria próximo da maioria absoluta. As intenções de voto expressas na sondagem da Pitagórica para o Jornal de Notícias (acesso livre) e para a TSF indica que a distância entre socialistas e o PSD de Rui Rio está a aumentar.

A sondagem projeta um resultado de 44,8% para o PS, contra 24,1% para o PSD. Esta projeção abrange já o período conturbado entre o primeiro-ministro e o ministro das Finanças Mário Centeno devido à injeção de capital ao Novo Banco. Mas as intenções de votos parecem não ter sido abaladas pelo “mal entendido” que chegou mesmo Rio a pedir a demissão de Centeno.

Entre os restantes partidos, a sondagem da Pitagórica para o JN e a TSF, indica que o Chega (6,4%), está a perder peso, mas fica à frente do BE (6,1%). A CDU subiu nas intenções de voto com 5,8%. Seguem-se o PAN (3,3%), CDS-PP (2,8%) e Iniciativa Liberal (1,6%). Os inquéritos foram recolhidos entre 16 e 24 de maio.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

PS aproxima-se da maioria absoluta. Chega ultrapassa Bloco

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião