BRANDS' ECO Casas maiores e jardins: O impacto da pandemia no imobiliário

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  • 3 Julho 2020

A quarentena obrigou milhões de pessoas a passar mais tempo em casa e despertou novas necessidades. Uma mudança no comportamento que leva o mercado imobiliário a repensar a habitação.

O confinamento, motivado pelo novo corona vírus, teve impacto em várias áreas da nossa vida, e isso refletiu-se também na habitação. A casa tornou-se o nosso porto seguro, fez emergir necessidades e redefiniu estilos de vida. Mais espaço e qualidade de vida tornaram-se palavras de ordem e a forma como nos relacionarmos com a habitação, o espaço exterior e até os vizinhos, nunca mais será a mesma. Queremos varandas amplas, jardins e uma área de home office, mais confortável do que muitas empresas podem oferecem. Além disso, a orientação solar e o isolamento térmico e acústico, que já eram fatores determinantes na escolha da casa para muitos, ganham agora ainda mais peso.

E não é só na habitação que se sente o impacto da pandemia. Também os escritórios poderão ter de adaptar-se a esta nova realidade. Enquanto que na habitação, o desejo é ter casas maiores, nos escritórios os espaços poderão vir a ser menores. Com o teletrabalho a ganhar espaço da vida de milhares de pessoas, alguns locais de trabalho poderão mesmo tornar-se virtuais, ou surgir uma maior aposta em espaços de coworking, quer para as empresas, com horários de trabalho alternados, quer para quem prefere manter uma rotina fora de casa. O teletrabalho mostrou-se eficaz na redução da pegada ecológica, suavizando horas de ponta, reduzindo a circulação e a consequente poluição nas cidades. E, estes são fatores que daqui para a frente serão tidos em conta.

Todas estas novas necessidades, emergentes de um confinamento prolongado, deram origem a estudos que comprovam um aumento na procura por moradias ou apartamentos com amplos espaços exteriores, e outros que pretendem compreender este novo modo de olhar para as cidades e para a habitação, como é o caso, por exemplo, do estudo internacional Cidades Emergentes, apoiado pela Faculdade de Arquitetura do Porto.

Perante esta nova realidade, o mercado imobiliário vê-se obrigado a repensar a habitação e os espaços empresariais. E, já são algumas as promotoras que olham para estes estudos com atenção e começam a colocar estas novas tendências em prática, comprovando a sua capacidade de adaptação aos novos tempos. O desejo é tornar realidade estas necessidades emergentes da pandemia, não só para um segmento mais elevado, como também para a classe média. A forte aposta passa pela construção de habitações que beneficiem de áreas generosas, espaços exteriores e uma zona destinada ao home office.

Uma vez que a tendência é trabalhar cada vez mais em casa, viver nos centros urbanos, perto do escritório, também deixou de ser uma necessidade. Desta forma, começam a surgir cada vez mais opções, e com uma maior qualidade de vida, em áreas circundantes. Um exemplo disso, é o mais recente empreendimento lançado pela promotora portuguesa JPS GROUP: o Terraços de São Francisco, em Alcochete. Um condomínio composto por moradias e apartamentos, localizado numa zona tranquila, a poucos minutos de centro de Lisboa, que a empresa promove como sendo um projeto já a pensar nas novas tendências pós-pandemia. Numa primeira fase, a JPS GROUP está a comercializar 86 moradias em banda, todas com amplas áreas exteriores, uma das quais um jardim no rooftop com vistas para o rio e ponte Vasco da Gama, e a inclusão de um home office. “As tendências estão visivelmente a mudar e nós temos de nos adaptar às novas necessidades do mercado. As pessoas estão a passar mais tempo em casa e isso alterou o paradigma da escolha da habitação”, explica João Sousa, CEO da JPS GROUP.

Outra das alternativas ao home office, é a criação de espaços de co-working em condomínios. Uma tendência que começou a surgir em Portugal antes da pandemia – um exemplo disso é empreendimento Green Valley Oeiras Residence -, e que irá certamente intensificar-se nesta nova realidade. Novas “exigências” que estão a transformar o mercado imobiliário, um pouco por todo o mundo, e que irão possivelmente prevalecer, uma vez que a pandemia gerou novos estilos de vida que vieram para ficar.

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