Reino Unido pode excluir França e Alemanha dos corredores aéreos

Numa altura em que as companhias aéreas e agências de viagens estão a reportar prejuízos e a afundarem nas bolsas, o Reino Unido admite excluir dos corredores aéreos ainda mais países.

Depois de ter excluído Espanha dos corredores aéreos, o Governo britânico diz estar atento à situação epidemiológica de França e da Alemanha, admitindo que também estes países podem vir a ser retirados da lista de países seguros. Estas notícias chegam numa altura em que as companhias aéreas e agências de viagens estão a reportar graves prejuízos devido à pandemia e a afundar nas bolsas.

As autoridades do Reino Unido estão a acompanhar de perto o número de casos de coronavírus em vários destinos europeus, principalmente França e na Alemanha, admitindo a possibilidade de os excluir dos corredores aéreos, avança a Reuters (conteúdo em inglês). Esta possibilidade é avançada depois de o Governo britânico ter excluído Espanha desta lista, impondo uma quarentena de 14 dias aos britânicos que viajem para território espanhol.

“Temos de manter a situação sob vigilância e penso que é isso que o povo espera que façamos”, disse a ministra da Saúde espanhola, Helen Whately, em declarações à Sky News, quando questionada sobre a possibilidade de a Alemanha e a França saírem dos corredores aéreos. “Se as taxas [de infeção] subirem teremos de agir, porque não podemos correr o risco de o coronavírus se espalhar novamente pelo Reino Unido”, acrescentou.

Esta possibilidade está a abalar o setor, dado que a Alemanha, a França e o Reino Unido são de longe os maiores consumidores de turismo na Europa. Espanha não reagiu bem à notícia da sua exclusão, apelando ao Governo britânico para isentar de quarentena as ilhas Baleares e Canárias. Neste momento há 9.835 voos planeados com saída do Reino Unido e destino a Espanha até 31 de agosto.

Nos mercados os impactos já estão a ser sentidos. Para além dos prejuízos que começam a ser reportados, como o caso da Ryanair, nas bolsas as desvalorizações começam a surgir. As ações da easyJet recuam mais de 11%, enquanto a Ryanair cai mais de 4%, enquanto em Espanha a Iberia chegou a cair mais de 10%.

Portugal também está excluído dos corredores aéreos com o Reino Unido. A decisão foi conhecida no início de julho e, na semana passada, o Governo britânico atualizou a lista, acrescentando cinco países, mas manteve Portugal de fora. Segundo a Embaixada do Reino Unido em Portugal, “embora os indicadores estejam a melhorar em Portugal, não estão ainda a um nível que permita ao Governo britânico aliviar estas restrições”. Para o Governo português esta é uma decisão “não fundamentada”.

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