Qual é o carro elétrico com maior autonomia à venda em Portugal?

É cada vez maior o apetite dos portugueses por carros elétricos. Há mais modelos, mas também têm cada vez maior autonomia. Os que fazem mais quilómetros são é mais caros.

A pandemia fez derrapar as vendas de automóveis, mas não de todos. Enquanto as vendas de modelos equipados com motores a gasolina ou a gasóleo afundou, as dos elétricos recuou apenas ligeiramente. É reflexo do crescente apetite dos consumidores por veículos que recorrem a esta nova tecnologia numa altura em que a oferta dispara.

A aposta do setor nestes modelos tem sido grande. Praticamente todas as fabricantes têm vindo a eletrificar as suas gamas, seja através da introdução de soluções híbridas, seja na conjugação de motores de combustão interna a gasolina ou gasóleo com um elétrico, seja com o lançamento de unidades cujo funcionamento depende totalmente da energia elétrica.

Cresce a oferta, mas também a autonomia destes modelos. Durante anos, a reduzida capacidade das baterias utilizadas nestes modelos foi o “calcanhar de Aquiles” dos elétricos. Muitos ofereciam pouco mais de 100 km de autonomia, impossibilitando a sua utilização como veículo principal. Uma viagem de Lisboa ao Porto, por exemplo, era quase impossível.

O investimento avultado na resposta a este handicap feito ao longo dos últimos ano está, agora, a dar frutos. De 100 km de autonomia rapidamente se chegou aos 200, sendo que os 300 acabam por ser, atualmente, a norma. Mas há modelos, nomeadamente de gamas mais elevadas capazes de mais: 400 km.

São poucas as marcas que conseguem superar este patamar dos 400 km, mas há. E neste campo, a Tesla mostra o seu poderia. O Model S na versão Long Range consegue arrasar a concorrência ao apresentar uma autonomia máxima, medida no ciclo WLTP, que ascende, de acordo com a marca, aos 610 km. É o suficiente para ir de Lisboa ao Porto. E voltar! É preciso é desembolsar quase 100 mil euros para conseguir baterias com tanta capacidade.

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