Receitas da Renault afundam 26,8% com fatura da pandemia

  • Lusa
  • 23 Outubro 2020

Só no terceiro trimestre é que o volume de negócios da Renault começou a melhorar, apesar de ainda ter registado uma queda de 8,2%, para 10,37 mil milhões de euros.

A faturação do grupo francês Renault caiu 26,8% nos primeiros nove meses deste ano, para 28,8 mil milhões de euros, face mesmo período do ano anterior, foi anunciado esta sexta-feira em comunicado.

O fabricante automóvel explicou que só no terceiro trimestre é que o volume de negócios da Renault começou a melhorar, apesar de ainda ter registado uma queda de 8,2%, para 10,37 mil milhões de euros, em termos homólogos. Nos primeiros três meses deste ano, a faturação do construtor automóvel registou uma queda de 19,2%, para 10,1 mil milhões de euros, enquanto no segundo trimestre o volume de negócios caiu 46,5%, para 8,3 mil milhões de euros, em relação ao período homólogo.

Em número, as vendas mundiais do grupo caíram 26% nos primeiros nove meses face a idêntico período do ano anterior, para 2,06 milhões de unidades, e no terceiro trimestre houve um abrandamento no ritmo da queda para 6,1%, correspondendo a um total de 806.320 unidades. No mercado francês, tradicionalmente o principal mercado da Renault, as vendas caíram 25,8% (382.916 unidades) nos primeiros nove meses do ano, mas aumentaram 2,7% de julho a setembro (140.382 unidades).

Na Eurásia, por seu lado, observou-se uma queda nas vendas de 5,8% até setembro (504.776 unidades), mas registou-se um crescimento de 9,2% no terceiro trimestre (207.309), o mais acentuado de todas as regiões. Uma das melhorias mais assinaláveis ocorreu no conjunto da Europa, onde depois de uma queda das vendas de 30,9% nos primeiros nove meses (1,02 milhões de unidades), a queda foi atenuada, de 2,9% (405.223 unidades).

A presidente executiva interina, Clotilde Delbos, explicou numa conferência de apresentação dos resultados aos analistas que “na Europa houve uma forte recuperação do volume, após o impacto desastroso dos efeitos do confinamento”. O fabricante explicou também que a carteira de encomendas aumentou 60% no final de setembro, em termos homólogos, e que possui um volume elevado, além de adiantar que os stocks caíram 22% na comparação com 30 de setembro do ano passado.

A presidente executiva interina realçou que o grupo mantém o plano de redução de sua estrutura de custos e evitou fazer previsões para o final deste ano devido à incerteza em torno do avanço da pandemia.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Receitas da Renault afundam 26,8% com fatura da pandemia

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião