Ministro da Educação anuncia reforço da Internet nas escolas

  • Lusa
  • 4 Janeiro 2021

Tiago Brandão Rodrigues interpreta esta aposta na digitalização como sendo a “maior operação logística” e a “verdadeira reforma” do sistema de ensino português.

O ministro da Educação anunciou esta segunda-feira que nas próximas semanas vai ser feito um “reforço da Internet” nas várias escolas do país, considerando esta aposta na digitalização a “maior operação logística” e “verdadeira reforma” do sistema de ensino.

“O Ministério da Educação nas próximas semanas vai fazer um reforço da Internet nas escolas. É um importante reforço na velocidade da Internet das escolas, na capacidade da Internet das escolas, com uma prioridade muito grande ao áudio e vídeo para que sempre que for necessário os professores possam contactar com os estudantes que não estão nas escolas”, afirmou o ministro.

Tiago Brandão Rodrigues, que falava à margem de uma visita à Escola Básica Dr. Costa Matos, em Vila Nova de Gaia, disse que está a ser desencadeada “a maior operação logística de digitalização da escola pública”.

“O que está a acontecer neste momento é uma verdadeira reforma em termos de digitalização da nossa escola e é esta escola digital que nós queremos a funcionar”, referiu.

Em resposta aos jornalistas, o ministro disse que além dos 100 mil computadores, que já foram distribuídos durante o primeiro período pelos alunos do ensino secundário do escalão A e escalão B, está prevista a entrega de mais 260 mil computadores.

Os 100 mil computadores foram distribuídos no primeiro período. Já tinha anunciado que a compra dos 260 mil computadores foi feita e durante este segundo período começará a ser feita a distribuição desses computadores”, garantiu.

O ministro afirmou ainda que, apesar do processo de digitalização já estar no programa de Governo, a pandemia da Covid-19 “veio catalisar e acelerar todo o processo”.

“No programa de estabilização económica e social estavam alocados 400 milhões de euros, estão alocados agora novos 500 milhões de euros no programa de resiliência e recuperação para a digitalização das escolas, para apetrechar as escolas, mas também para formar os nossos docentes, não docentes e podermos desmaterializar todo o material pedagógico”, afirmou.

Portugal contabiliza pelo menos 7.118 mortos associados à Covid-19 em 427.254 casos confirmados de infeção, segundo o último boletim da Direção-Geral da Saúde (DGS).

O estado de emergência decretado em 09 de novembro para combater a pandemia foi renovado até 07 de janeiro, com recolher obrigatório entre as 23h e as 05h nos concelhos do território do continente de contágio mais elevado.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Ministro da Educação anuncia reforço da Internet nas escolas

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião