Riopele investe milhões em máquinas automatizadas “para sair mais forte da pandemia”

Mesmo em cenário de pandemia e com quebra de 17% no volume de negócios, a têxtil Riopele investiu, o ano passado, cinco milhões de euros para capacitar a empresa.

A economia voltou a fechar para travar os efeitos da pandemia. Para quando a retoma? O ECO foi falar com vários empresários sobre as perspetivas de retoma nos seus respetivos setores e o que é necessário para ultrapassar as dificuldades.

Mesmo com a pandemia a assombrar o setor, o presidente da Riopele não baixou os braços e os investimentos que estavam previstos foram mantidos. A Riopele investiu cinco milhões de euros em 2020, a somar aos 25 milhões investidos em 2019. Para José Alexandre Oliveira nada se faz sem investimento, sem capacitação, inovação, sustentabilidade e, acima de tudo, equipas competentes e capacitadas. Parte desse investimento foi canalizado para capacitar a empresa, que conta com 93 anos de história, de máquinas automatizadas e mais amigas do ambiente, com consumos de água e energia reduzidos.

“Fruto deste investimento quando a pandemia passar e o consumo começar a disparar, a Riopele está extremamente bem preparada. Podemos sair mais fortes desta crise”, destaca José Alexandre Oliveira. Para o responsável, que cresceu na empresa, “o têxtil é uma indústria do futuro”.

Mas José Alexandre Oliveira não está muito confiante com uma retoma a curto prazo. O líder da têxtil considera que 2021 será um ano mais difícil para o setor e que o impacto será maior face ao ano passado. Na sua ótica, a retoma vai ser mais lenta que o esperado e não acredita que aconteça antes de 2022. “Não existem casamentos, batizados, eventos. As pessoas não compram roupa e é preciso ver que trabalhamos por coleções”, explica.

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