Queixas de cibercriminalidade aumentaram 182% em 2020

  • Lusa
  • 14 Junho 2021

Mariana Vieira da Silva diz que Portugal tem “dificuldade em formar e reter profissionais altamente especializados dotados de competências avançadas em cibersegurança”.

As queixas apresentadas na Procuradoria-Geral da República (PGR) relacionadas com a cibercriminalidade aumentaram em 2020 182% face a 2019, revelou esta segunda-feira a ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva.

“No ano passado [2020], em Portugal, as queixas apresentadas na Procuradoria-Geral da República, relacionadas com a cibercriminalidade aumentaram 182%”, declarou Mariana Vieira da Silva, na sessão de abertura do “C Days – Ciber Segurança 2021”, que evento que decorre entre hoje e a próxima quarta-feira, dia 16, na Alfândega do Porto.

A ministra, que não esteve presente na sessão de abertura, mas enviou a sua apresentação via digital, acrescentou que são cada vez “mais frequentes as notícias de ciberataques dirigidos a serviços essenciais como comunidades de saúde que paralisam a prestação de serviços públicos e causam consideráveis perturbações no funcionamento das sociedades”.

A governante defendeu que o desenvolvimento de competências em cibersegurança deve estar no ”foco da ação das entidades públicas”, mas também nas “organizações do setor privado”, e lembrou que Portugal tem “dificuldade em formar e reter profissionais altamente especializados dotados de competências avançadas em cibersegurança”.

“Os relatórios de execução da estratégia assinalam também a dificuldade em formar e reter profissionais altamente especializados, dotados de competências avançadas em cibersegurança, bem como a necessidade de um maior aproveitamento dos fundos estruturais e outros instrumentos de financiamento para promover a resiliência digital e a transformação digital das Pequenas e Médias Empresas”.

Embora Portugal tenha uma estratégia nacional de segurança do ciberespaço que consagra “várias linhas de ação à formação e sensibilização em cibersegurança”, Mariana Vieira da Silva referiu que é um “trabalho que precisa de ser “aprofundado”.

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