BRANDS' ECO A transformação digital da função financeira e fiscal

  • ECO + EY
  • 24 Junho 2021

Rui Henriques, Partner, Global Compliance & Reporting / Tax Technology & Transformation Leader da EY, explica a importância de ter uma visão holística para transformar a função financeira e fiscal.

A transformação digital assente na evolução tecnológica é cada vez mais um dos principais drivers de ajustamento do modelo de negócio das organizações, e de como estas se relacionam e “conectam” com todos os stakeholders, quer sejam clientes, parceiros ou colaboradores.

As soluções tecnológicas aliadas a uma regulamentação fiscal mais transparente têm permitido uma forte “digitalização” das autoridades fiscais na relação e tratamento de dados de contribuintes e com uma tendência generalizada no uso de tecnologias de big data e data analytics como forma de gerir o compliance e detetar fraude contributiva.

Rui Henriques explica que a transformação da função financeira e fiscal implica uma visão holística.

É este contexto que a transformação da função financeira e fiscal deve ter como premissa, e é com base em novas capacidades digitais e tecnológicas que as organizações devem endereçar a sua abordagem sobre o modelo operativo para a função financeira e fiscal, que lhes permita:

  1. Gerir e tratar todos os dados financeiros e fiscais de forma eficiente;
  2. Garantir integração estruturada e segura com as autoridades fiscais;
  3. Potenciar novas formas de trabalho colaborativo;
  4. Organizar processos na função financeira e fiscal e de forma interligada com restantes processos empresariais.

Desta forma a transformação da função financeira e fiscal implica uma visão holística onde se preconiza a revisão de capacidades tecnológicas, de processos e de organização de suporte à função fiscal, com reflexo sobre todo o ecossistema subjacente, nomeadamente: autoridades fiscais, clientes, prestadores de serviços, fornecedores, colaboradores, entre outros.

Esta abordagem passa por transformar e otimizar toda a função financeira e fiscal através de tecnologia inovadora e novos modelos operativos com base em quatro dimensões:

  • Nova tecnologia de suporte aos processos;
  • Nova tecnologia de suporte à gestão e análise de big data;
  • Novas capacidades de gestão da relação e integração com autoridades fiscais digitalizadas;
  • Novas capacidades de gestão colaborativas com todos os stakeholders do ecossistema financeiro e fiscal.

A implementação das novas capacidades inerentes à transformação desta função, irá permitir às empresas:

  • Reduzir custos de incumprimento fiscal e litigância, e assim, mitigar risco reputacional;
  • Agilizar e reduzir custos dos processos de compliance;
  • Identificar oportunidades de otimização financeira e fiscal;
  • Garantir que os colaboradores estão focados em atividades de valor acrescentado.

Naturalmente, é fundamental definir uma estratégia de transformação digital que enderece todos os requisitos de cada organização, tendo em consideração as suas características específicas ao nível dos processos, da tecnologia disponível e das competências existentes ao nível do talento.

E este caminho será tão mais facilitado, e o risco inerente mitigado, quanto seja percorrido em conjunto com parceiros (usando modelos de co-sourcing ou outsourcing), que potenciem o sucesso da transformação digital mediante a adoção de mecanismos “aceleradores”, o acesso a know-how ao nível das best practices de otimização de processos, e a otimização do investimento em tecnologia (que pode ser partilhado com tais parceiros que já podem ter soluções desenvolvidas).

Para saber mais sobre Tax & Finance, visite a página da EY. Se tiver interesse, subscreva aqui as comunicações da EY Portugal (convites, newsletters, estudos, etc).

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