UCI sob pressão com 82% das camas Covid já ocupadas

  • ECO
  • 30 Julho 2021

Das 255 camas para doentes Covid em Cuidados Intensivos (UCI), 82% estão ocupadas, segundo o último relatório semanal do Instituto Ricardo Jorge. Há uma semana, taxa de ocupação era de 70%.

As Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) continuam sob forte pressão de doentes Covid. A taxa de ocupação das 255 camas Covid subiu de 70% para 82% no espaço de um semana, de acordo com o relatório das linhas vermelhas do Instituto Dr. Ricardo Jorge, divulgado esta sexta-feira. O número de internados revelou uma “tendência crescente”, sobretudo na região de Lisboa e Vale do Tejo, onde “foi ultrapassado o limiar crítico regional definido”.

A 28 de julho, contavam-se 208 doentes internados em UCI, um número que corresponde a 82% do limiar definido como crítico de 255 camas ocupadas, refere o documento. “No último mês, este indicador tem vindo a assumir uma tendência crescente”, lê-se. A região de Lisboa e Vale do Tejo registava 108 doentes internados em UCI, o equivalente a 52% do total de casos em UCI e 105% do limite regional de 103 camas em UCI.

Ocupação máxima recomendada para doentes COVID-19 em Unidades de Cuidados Intensivos e a 28 de julho de 2021.Relatório linhas vermelha

O grupo etário com maior número de casos de Covid-19 internados em UCI corresponde ao grupo etário dos 40 aos 59 anos (85 casos neste grupo etário a 28/07/2021). O documento salienta o aumento mantido no grupo etário dos 60 aos 79 anos, aproximando-se do número de internados no grupo etário dos 40-59 anos.

No que respeita a testes, a proporção de testes positivos observada nos últimos sete dias (22 a 28 de julho de 2021) foi de 4,7% (na semana passada era de 5,2%), um valor que se mantém acima do limiar definido de 4%, “mas apresenta uma tendência decrescente”. Nos últimos sete dias foram feitos 445.257 testes (449.570 testes no último relatório). O documento destaca que a proporção de casos confirmados notificados com atraso foi de 3,6% (semana passada 4,8%), mantendo-se claramente abaixo do limiar de 10%.

Nos últimos sete dias (22 a 28 de julho de 2021), 92% dos casos notificados foram isolados em menos de 24 horas após a notificação e 75% de todos os casos notificados tiveram todos os seus contactos rastreados e isolados no mesmo período. Na última semana, estiveram envolvidos no processo de rastreamento, em média, 421 profissionais a tempo inteiro, por dia, no continente.

O relatório nota ainda que “é de esperar a ocorrência de mutações nos vírus ao longo do tempo, em resultado do processo da sua replicação, sobretudo em vírus RNA”. Assim, “a probabilidade de ocorrência destas mutações aumenta com a circulação do vírus na comunidade e com o número de indivíduos parcialmente imunizados, promovendo o aparecimento de variantes”. A variante Delta é a mais prevalente em Portugal, com uma frequência relativa de 97,8% na semana 28/2021 de 2021 (12 a 18 de julho).

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