Vacinação no Queimódromo do Porto suspensa por alegada falha na cadeia de frio

Em causa está uma "alegada falha na cadeia de frio". Task force diz que "não é expectável que a falha ocorrida no processo de conservação tenha impacto na saúde dos utentes".

A vacinação contra a Covid-19 no Queimódromo do Porto foi suspensa para “averiguação do cumprimento das normas e procedimentos em vigor”. Em causa está uma “alegada falha na cadeia de frio”, de acordo com a task force para a vacinação. Os utentes vão ser contactados, mas não é esperado que a falha tenha impacto na saúde.

A suspensão foi determinada esta quinta-feira de manhã pela coordenação da task force de vacinação para averiguar o cumprimento das normas e procedimentos em vigor, nomeadamente na cadeia de frio, segundo avança a equipa coordenada pelo vice-almirante Gouveia e Melo, numa nota enviada às redações.

Os utentes vacinados com as doses em causa nos dias 9 e 10 de agosto vão ser contactados, até a próxima semana, para “monitorizar a eficácia das vacinas inoculadas”. Na primeira versão da nota, a task force indicava dias diferentes (10 e 11 de agosto), que foram entretanto corrigidos.

Ainda assim, “não é expectável que a falha ocorrida no processo de conservação tenha impacto na saúde dos utentes”, adianta a task force. No caso de existir alguma suspeita de reação adversa, esta deve ser comunicada através do Portal RAM, recordam.

Os agendamentos previstos para este centro de vacinação, no Queimódromo do Porto, vão ser “reagendados para outros centros nas proximidades”. A situação está a ser acompanhada pelo Infarmed, sendo que será também “solicitada uma investigação dos factos à Inspeção-Geral das Atividades em Saúde”.

Entretanto, o vice-almirante já indicou que se perdeu capacidade neste espaço especifico, mas há “outras capacidades que podem responder”, em declarações transmitidas pela RTP3. Assim, já foi possível “reconfigurar a operação”, para centros próximos, onde as “pessoas não estão a esperar muito”.

O coordenador da task force detalhou também que a falha deu-se no frigorífico do queimódromo e do que é o conhecimento que existe, “não há impacto na saúde” dos utentes vacinados com as doses em causa. O que existe é a possibilidade de a vacina “ser considerada nula”, mas tal ainda vai ser averiguado, já que “podem continuar ativas, é o que tem de ser verificado”.

O vice-almirante sinalizou também que deseja “vacinar entre 85% e 90% da população portuguesa, para ter a certeza absoluta que conseguimos dominar o vírus e retornar a vidas normais”. Quanto ao alargamento da modalidade Casa Aberta a mais faixas etárias, o coordenador aponta que prefere “primeiro que pessoas agendem, porque é mais organizado”. Garante, ainda assim, que “se agendamento não chegar, fazemos Casa Aberta com senhas” e, se tal não chegar, sem esse mecanismo.

(Notícia atualizada pela última vez às 11h55)

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