Com o apagão do Facebook, marcas brilharam no Twitter

  • Tiago Lopes
  • 9 Outubro 2021

“Olá, literalmente a todos”, foi o ponto de partida para uma troca de mensagens no Twitter em que as maiores marcas do mundo não quiseram ficar de fora.

O Facebook e a sua família de aplicações, que incluí o Instagram, WhatsApp e Facebook Messenger, estiveram com falhas em vários países do mundo, incluindo Portugal, durante mais de cinco horas. Das mais de 3,5 mil milhões de pessoas que usam estas redes sociais em todo o mundo, a maior parte delas foi afetada por esta quebra de serviço, quer a nível pessoal, quer a nível profissional, já que atualmente muitas empresas dependem destes serviços tanto para comunicar internamente com os seus funcionários, como com os seus clientes, neste último caso sobretudo através do WhatsApp.

Depois do apagão, a “normalidade” só regressou já noite em Portugal e, ainda assim, não foi um regresso total já que no Facebook, por exemplo, era apenas possível aceder à aplicação, no entanto na versão desktop continuava a não ser possível aceder à rede social.

Depois de mais de cinco horas com as aplicações indisponíveis, o Facebook apresentou a sua justificação: “A causa principal da interrupção foi uma alteração de configuração defeituosa”, adiantando ainda “não haver provas de que os dados dos utilizadores tenham sido comprometidos como resultado” da falha.

“Para a enorme comunidade de pessoas e empresas em todo o mundo que dependem de nós: as nossas desculpas”, escreveu o Facebook no seu perfil oficial do… Twitter.

O apagão, um dos maiores dos últimos anos, custou milhares de milhões de dólares ao Facebook. E levou mesmo Mark Zuckerberg a descer uma posição na lista dos mais ricos do mundo, ao ver o valor da sua participação no capital da empresa que criou encolher em cerca de cinco mil milhões.

De forma algo irónica, e tendo em conta que são empresas rivais, a maior parte das pessoas foi sabendo das últimas notícias através do… Twitter. Foi nesta rede social que o Facebook fez o primeiro post a dar conta dos problemas que estavam a afetar a sua família de produtos, tal como foi aqui que deu a novidade quando tudo voltou ao normal.

E foi precisamente na concorrência que começou umas das discussões mais interessantes dos últimos tempos nas redes sociais. E tudo começou com uma simples mensagem: “Olá, literalmente a todos”, escreveu o perfil oficial no Twitter numa clara provocação ao rival Facebook.

E foi a partir de um simples tweet de apenas três palavras, que já conta com mais de três milhões de “likes”, quase 120 mil comentários e perto de 800 mil retweets, que se gerou uma divertida troca de mensagens entre marcas gigantes do mercado que viram a oportunidade para alguns golpes de marketing perante uma enorme plateia.

A McDonald’s foi uma das primeiras a entrar na corrida: “Olá, em que posso ajudar?”, escreveu a conta oficial da marca em resposta ao tweet. “59,9 milhões de nuggets para os meus amigos”, respondeu o Twitter.

O Instagram, uma das aplicações afetadas, também quis participar na conversa, mas dadas as circunstâncias não passou de um tímido “olá” acompanhado de uma cara pouco satisfeita.

A plataforma Reddit respondeu de forma irónica à publicação do Instagram. “Como é que isso vai, gestor das redes sociais do Instagram?“, perguntou.

“Não quero saber se o Facebook está em baixo. Eu sou literalmente um prédio”, escreveu a conta do The Empire State Building.

A Sony Music Soundtracks também quis participar na conversa com um conselho: “Hey, não vamos apontar dedos”.

A Adidas foi outra das gigantes que quis participar na conversa com uma pergunta: “Quão longo pareceu este dia.”

A Netflix foi outra das marcas que aproveitou o apagão do Facebook para falar de uma das séries do momento na plataforma, a “Squid Games”. “Quando o Instagram e o Facebook estão em baixo”, escreveu a Netflix na sua conta oficial do Twitter.

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