80% das pessoas que morreram de Covid-19 em outubro estavam vacinadas

  • Joana Abrantes Gomes
  • 19 Novembro 2021

Das 165 mortes por Covid-19 em outubro, 80% eram pessoas que estavam vacinadas contra a doença. Os restantes 20% foram pessoas não vacinadas ou com vacinação incompleta.

No mês de outubro, morreram 132 pessoas com esquema vacinal completo contra a Covid-19, o que corresponde a 80% dos óbitos por infeção com o coronavírus nesse período. Os restantes 20% (33 óbitos) de mortes foram de pessoas não vacinadas ou com vacinação incompleta, revela o relatório de Monitorização das Linhas Vermelhas divulgado esta sexta-feira pela Direção-Geral da Saúde (DGS) e pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA).

Face ao anterior relatório, o número de novos casos de infeção por 100 mil habitantes, acumulado nos últimos 14 dias, subiu de 138 para 203 casos, com tendência fortemente crescente a nível nacional. Ao mesmo tempo, passou a registar-se uma incidência superior ao limiar de 240 casos nas regiões do Algarve e do Centro.

Já a incidência cumulativa mais expressiva verifica-se, agora, no grupo etário dos 0 aos 9 anos (298 casos), que compreende idades que não são elegíveis para vacinação. No entanto, o documento ressalva que a incidência cumulativa a 14 dias apresenta uma “tendência crescente” em todos os grupos etários.

O R(t) – índice de transmissibilidade – indica “uma tendência crescente da incidência de infeções a nível nacional“, estando agora fixado em 1,17 em todas as regiões. “A manter esta taxa de crescimento, a nível nacional, estima-se que o limiar de 240 casos em 14 dias por 100 000 habitantes possa ser ultrapassado em menos de 15 dias”, estimam as autoridades de saúde.

Comparando com os valores apresentados no relatório da passada semana, a região Centro foi a única em que o R(t) desceu, passando de 1,21 para 1,16. Nas restantes regiões do continente, o valor médio do R(t) subiu, o que demonstra “uma aceleração da velocidade de crescimento da epidemia”. A DGS e o INSA destacam, neste caso, a região Norte, em que o R(t) passou de 1,14 para 1,20, Lisboa e Vale do Tejo, que viu o R(t) aumentar de 1,13 para 1,15, o Alentejo (de 1,06 para 1,29), e o Algarve (de 1,16 para 1,25).

O número de doentes por Covid-19 internados em unidades de cuidados intensivos no continente mantém-se numa tendência estável. Do valor crítico definido de 255 camas ocupadas, estão ocupadas 28% (72 camas), mais três pontos percentuais face à semana anterior.

A DGS e o INSA avançam ainda que a proporção de testes positivos foi de 4,3%, mais 0,9 pontos percentuais do que no último balanço, encontrando-se já acima do limiar definido de 4%. Nos últimos sete dias, houve um novo aumento do número de testes realizados para a deteção de SARS-CoV-2, sendo que a proporção de casos confirmados notificados com atraso foi de 2,8%, quando na semana passada foi de 4,1%. Ou seja, mantém-se abaixo do limiar de 10%.

Quanto aos casos positivos, o relatório indica que, nos últimos sete dias, 96% dos casos de infeção foram isolados em menos de 24 horas após a notificação. “No mesmo período, foram rastreados e isolados, quando necessário, todos os contactos em 92% dos casos” – uma descida face à semana passada -, acrescenta.

A variante Delta mantém-se dominante em todas as regiões, com uma frequência relativa de 100% dos casos avaliados na semana compreendida entre 1 e 7 de novembro.

Esta sexta-feira, decorreu uma nova reunião entre políticos e peritos no Infarmed, prevendo-se que o Governo anuncie novas medidas nos próximos dias para fazer face ao crescimento da pandemia no país.

Notícia atualizada às 19h37

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