Ómicron sobrevive mais tempo em plástico e na pele do que variantes anteriores

  • Joana Abrantes Gomes
  • 25 Janeiro 2022

Um estudo japonês revelou que o tempo médio de sobrevivência da variante Ómicron é de 193,5 horas em superfícies plásticas, enquanto na pele humana é uma média de 21,1 horas.

A variante Ómicron pode sobreviver mais tempo do que as estirpes anteriores de Covid-19 em superfícies de plástico e na pele humana, segundo testes laboratoriais realizados por investigadores japoneses, avança a Reuters (conteúdo em inglês).

Os investigadores japoneses descobriram que a Ómicron tem uma elevada “estabilidade ambiental” (capacidade de permanecer infecciosa), o que pode ter contribuído para a sua rápida propagação e, consequentemente, para a substituição da Delta pela Ómicron como variante dominante.

Em superfícies plásticas, o tempo médio de sobrevivência do vírus original foi de 56 horas e das variantes Alfa, Beta, Gama e Delta foi, respetivamente, de 191,3 horas, 156,6 horas, 59,3 horas e 114,0 horas, face a um tempo médio de 193,5 horas para a Ómicron.

Já em amostras de pele de cadáveres, o tempo médio de sobrevivência foi de 8,6 horas para o vírus original, 19,6 horas para a variante Alfa, 19,1 horas para a Beta, 11,0 horas para a Gama, 16,8 horas para a Delta e 21,1 horas para a Ómicron.

Na pele, todas as variantes foram completamente inativadas depois de 15 segundos de exposição a higienizadores de mãos à base de álcool, o que levou os investigadores a concluir que “é altamente recomendável que as atuais práticas para o controlo de infeções por Covid-19 (higiene das mãos) utilizem desinfetantes como proposto pela Organização Mundial de Saúde”.

Esfregaço nasal é mais eficaz para detetar vírus em teste rápido de antigénio

Um estudo realizado por investigadores da cidade norte-americana de São Francisco concluiu que os testes rápidos de antigénio de esfregaço nasal são a melhor forma de detetar a infeção por Covid-19, em vez daqueles em que o esfregaço é feito na garganta ou na bochecha.

Numa altura em que a Ómicron era responsável por quase todas as infeções por SARS-CoV-2 em São Francisco, os investigadores da cidade testaram 731 pessoas com o teste rápido de antigénio BinaxNOW. O esfregaço nasal “detetou mais de 95% das pessoas com os níveis mais elevados do vírus, disse Diane Havlir, da Universidade da Califórnia.

Em 115 das pessoas que testaram positivo a partir do teste PCR, a equipa de investigação comparou os resultados do BinaxNOW utilizando amostras de esfregaço nasal e da garganta e verificou que os esfregaços de garganta detetaram cerca de 40% menos casos do que os esfregaços do nariz.

Um outro estudo, feito em Espanha, concluiu que o esfregaço do interior da bochecha também é muito menos fiável do que o esfregaço nasal para a deteção da Covid-19. “Estes dados apoiam a utilização do teste BinaxNOW a partir de esfregaços nasais, tal como indicado na embalagem”, disse Diane Havlir, acrescentando que é recomendável a repetição do teste rápido para aqueles que testaram negativo com o BinaxNOW e que têm sintomas ou estiveram expostos a uma pessoa infetada.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história e às newsletters ECO Insider e Novo Normal.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Comentários ({{ total }})

Ómicron sobrevive mais tempo em plástico e na pele do que variantes anteriores

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião