Moedas pede voto em Rio contra “aqueles que pensam que são donos disto tudo”

  • Lusa
  • 28 Janeiro 2022

"Voltamos a sentir esse sabor, esse sabor de que as pessoas estão cansadas do dia a dia, estão cansadas daqueles que pensam que são os donos disto tudo", disse o presidente da câmara de Lisboa.

O social-democrata Carlos Moedas, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, apelou esta sexta-feira ao voto no PSD liderado por Rui Rio contra os socialistas, a quem se referiu como “aqueles que pensam que são donos disto tudo”.

Num palco montado junto ao arco da Rua Augusta, em Lisboa, onde terminou a campanha do PSD para as legislativas antecipadas de domingo, Carlos Moedas discursou antes de Rui Rio, que elogiou, considerando que “é um grande líder”, que fez “uma campanha extraordinária, sem falhas”, e manifestou-se convicto de que “será o próximo primeiro-ministro de Portugal”.

Depois, Moedas recordou a sua vitória nas autárquicas de 26 de setembro do ano passado, contra o socialista Fernando Medina, então presidente da Câmara de Lisboa: “Há quatro meses e quatro dias estávamos aqui todos a descer o Chiado, quando ninguém acreditava. Foi aqui, meus amigos, que começámos os novos tempos”.

“E hoje voltamos a sentir esse sabor, esse sabor de que as pessoas estão cansadas do dia a dia, estão cansadas daqueles que pensam que são os donos disto tudo. Não são, nós vamos tirá-los de lá, vamos à vitória, e essa vitória é o PSD”, acrescentou.

O antigo secretário de Estado adjunto do primeiro-ministro Pedro Passos Coelho e depois comissário europeu sustentou que “todos querem mudança” no governo do país e que “a única mudança possível é o PSD, é votar em Rui Rio”.

Moedas reforçou o apelo ao voto útil: “Não há outra alternativa, meus amigos, não se enganem, se querem tirar esta governação socialista de seis anos, só o podem fazer com novos tempos, novos horizontes e com o nosso presidente Rui Rio”.

Santana, Moedas, Ferreira Leite e Moreira da Silva ao lado de Rio no Chiado

Os antigos presidentes do PSD, Pedro Santana Lopes, que já não é militante, e Manuela Ferreira Leite, e a antiga presidente da Assembleia da República Assunção Esteves estiveram esta sexta-feira ao lado de Rui Rio na descida do Chiado, em Lisboa.

Também os ‘vices’ de Pedro Passos Coelho, Jorge Moreira da Silva e Teresa Leal Coelho, e o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, marcaram presença na participada e confusa arruada, bem como o cabeça de lista Ricardo Baptista Leite e dirigentes como Paulo Mota Pinto, David Justino ou Salvador Malheiro.

A surpresa da tarde foi o aparecimento, a meio do percurso que durou menos de meia hora, de Pedro Santana Lopes, atual presidente da Câmara da Figueira da Foz, e que deixou o PSD em 2018.

Isto com certeza que é um apoio ao dr. Rui Rio e a este projeto de mudança, a militância é secundária, o que interessa é Portugal”, afirmou Santana Lopes, escusando-se a responder se este apoio iria significar um regresso ao seu antigo partido.

“Isso é outra questão”, disse. Questionado se acredita na vitória, respondeu: “É evidente que sim, mas eu venho porque as sondagens dão um bocadinho atrás, quando há vitória garantida não é preciso”.

Já Rui Rio viu na presença do antigo primeiro-ministro do PSD um sinal que “mostra a amplitude ainda maior dos apoios”, deixando para Pedro Santana Lopes a resposta à pergunta sobre um eventual regresso.

O cordão humano formado em torno das principais figuras do PSD, do qual a comunicação social ia sendo empurrada para fora, era de tal forma apertado que Manuela Ferreira Leite foi tentando não cair e Assunção Esteves optou mesmo por sair desta ‘bolha’ mais próxima de Rui Rio.

Moreira da Silva, que chegou a ponderar uma candidatura à liderança do PSD alternativa à de Rio, considerou “fundamental para o país” que o atual presidente social-democrata seja “primeiro-ministro e o PSD vença no domingo”.

“Estou aqui para apoiar Rui Rio e o PSD, o dr. Rui Rio oferece as melhores condições para o país avançar”, defendeu.

 

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