Parlamento reelege Francisco Assis presidente do Conselho Económico e Social
Assis ultrapassou os dois terços necessários e teve uma votação superior à da sua primeira eleição em julho de 2020.
A Assembleia da República reelegeu esta sexta-feira o antigo líder parlamentar do PS Francisco Assis para o cargo de presidente do Conselho Económico e Social (CES), com 192 votos a favor, 31 brancos e três nulos. O resultados desta votação foram anunciados em plenário pela secretária da Mesa da Assembleia da República Maria da Luz Rosinha, deputada do PS.
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Francisco Assis, professor universitário, licenciado em filosofia, antigo eurodeputado, preside ao CES desde 2020. Assis ultrapassou os dois terços necessários e teve uma votação superior à da sua primeira eleição para este cargo, em 10 de julho de 2020, em que obteve 170 votos a favor, 53 votos em branco e cinco nulos.
Líder parlamentar socialista em dois períodos distintos, primeiro sob a liderança de António Guterres e depois de José Sócrates, Francisco Assis foi também candidato a secretário-geral do PS em 2011, mas foi derrotado nessa corrida por António José Seguro.
Depois, integrou o Secretariado Nacional do PS liderado por António José Seguro e em 2014 foi cabeça de lista socialista nas eleições europeias. Com António Costa como secretário-geral do PS, Francisco Assis afastou-se da primeira linha política do seu partido por ter discordado da formação de um Governo minoritário socialista suportado no parlamento por BE, PCP e PEV a partir de novembro de 2015.
Nos termos da Constituição, compete à Assembleia da República eleger o presidente do CES, “por maioria de dois terços dos Deputados presentes, desde que superior à maioria absoluta dos Deputados em efetividade de funções”.
O CES é o “órgão de consulta e concertação no domínio das políticas económica e social, que participa na elaboração das propostas das grandes opções e dos planos de desenvolvimento económico e social”. A Constituição estabelece que fazem parte deste órgão “representantes do Governo, das organizações representativas dos trabalhadores, das atividades económicas e das famílias, das regiões autónomas e das autarquias locais”.
Na anterior legislatura, o antigo ministro da Saúde António Correia de Campos falhou duas vezes a reeleição para presidente do CES, em dezembro de 2019 e fevereiro de 2020, não conseguindo os dois terços necessários.
Correia de Campos decidiu então retirar a sua candidatura, não se sujeitando a uma nova tentativa de reeleição, e o PS propôs Francisco Assis para este cargo.
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