Marc Murtra: “A nossa prioridade é a criação de valor acionista”

  • Servimedia
  • 27 Junho 2022

Numa entrevista publicada no 'El País', Marc Murtra, presidente da Indra, explicou a queda do preço das ações nos últimos dias e salientou que a prioridade da empresa "é a criação de valor acionista".

Marc Murtra, presidente da Indra, explicou, numa entrevista ao ´El País´ que a queda do preço das ações da empresa nos últimos dias está relacionada com “as flutuações da bolsa de valores” que, segundo o responsável, “são sempre desconfortáveis, mas têm a ver com a natureza dos mercados”, noticia a Servimedia.

O stock tinha aumentado consideravelmente durante o último ano, no entanto, agora verificou-se uma diminuição. Ainda assim, o presidente da Indra garante: “A nossa prioridade é a criação de valor acionista. O que temos de fazer é concentrarmo-nos na criação de maiores lucros para a empresa e que isto seja transferido para o preço das ações”.

“A Indra é uma empresa que tem grande visibilidade e atrai a atenção, para além de ser estratégica nas tecnologias de informação e defesa. O que temos de focar agora é no futuro da empresa, desenvolvendo tecnologias que podemos oferecer aos nossos clientes para os transformar em Ebitda, dinheiro e valor acionista”, acrescentou Murtra.

O presidente da Indra sublinhou, ainda, que tem “critérios próprios” e age a pensar em 100% dos acionistas – os pequenos, os grandes, os ativos e os mais passivos. “Esse é o meu trabalho e é tudo o que eu faço. Não há interferência nem haverá enquanto eu for presidente desta empresa. A Indra será regida por critérios técnicos e profissionais“, disse.

Quanto ao futuro, Murtra afirmou que a empresa tem um plano estratégico bem pensado: “Na área das tecnologias da informação, tem a ver com promover a plataformização na forma como operamos. Isto significa passar dos serviços para os produtos, de modo a obter mais margens de lucro, significa a concentração em serviços financeiros e utilitários, e trabalhar para passar para áreas de margens mais elevadas, tais como a inteligência artificial ou a IoT“.

“Temos de nos adaptar ao mercado para nos tornarmos o principal interveniente em Espanha e um dos principais intervenientes europeus no domínio da tecnologia. Se esta oportunidade não for aproveitada pela Indra, será aproveitada por outro operador europeu”, referiu.

Relativamente a Minsait, a divisão de tecnologia, o presidente da Indra não excluiu uma possível derivação: “Esta opção sempre existiu. Existiu durante o tempo do anterior presidente e a nossa posição não se alterou. É bom em termos de operações e funcionamento que o Minsait tenha uma maior independência operacional”.

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