“Para os norte-americanos, os Açores são como o Hawai português”, diz ERA Portugal

A ERA Portugal nota que há cada vez mais alemães, franceses e belgas a renderem-se aos Açores. CEO da imobiliária nota que distância aos EUA atrai também muitos norte-americanos.

O mercado imobiliário nos Açores tem estado cada vez mais em alta e tem, sobretudo, captado o interesse de muitos estrangeiros. Do lado da imobiliária ERA, os números de clientes, faturação e transações já superam os de 2019 e as expectativas para o futuro do mercado açoriano são extremamente positivas. Em entrevista ao ECO, o CEO da imobiliária em Portugal destaca o aumento da procura por parte de norte-americanos, que olham para os Açores como uma espécie de Hawai português.

O ano de 2022 “está a ser bastante positivo” para a ERA Portugal, diz Rui Torgal. “Os Açores sempre foram uma região muito forte e com excelentes resultados, mas perspetivamos ter o melhor ano de sempre na região no que diz respeito ao número de clientes compradores, faturação e transações”, acrescenta, notando que a média de compradores, por mês, naquele arquipélago, cresceu 35% em 2021 face a 2020.

Os dados da imobiliária indicam ainda que, entre janeiro e maio de 2022, o número de imóveis vendidos disparou 94% face a 2019, enquanto a faturação disparou 117%. “A nossa perspetiva é ultrapassar a barreira dos quatro milhões de euros” em faturação, afirma o responsável, ao ECO.

Ricardo Moura e Ricardo Silva têm uma visão mais aprofundada do terreno. Os responsáveis pelas lojas ERA de Ponta Delgada e Horta/Pico, respetivamente, explicam que, nos Açores, tal como acontece no Continente, “os preços dos imóveis estão a aumentar significativamente” e isso deve-se, sobretudo, “ao aumento exponencial da procura” e à “pouca oferta de imóveis“. A escassez de mão-de-obra e de matérias-primas também se sente.

Apesar disso, “são vários os fatores” que têm contribuído para que os Açores se estejam a tornar um destino tão atrativo. “A par das melhorias de acessibilidade e nas redes de transportes — que permitem mais conexões aéreas –, a qualidade de vida sentida na região dos Açores é muito associada à natureza e à proximidade ao mar“, explicam Ricardo Moura e Ricardo Silva, ao ECO.

Alemães, franceses e belgas rendem-se aos Açores

Esses fatores acabaram por atrair compradores, tanto nacionais como internacionais. “Seja para investimento ou para habitação secundária, em todas as ilhas onde a ERA está presente a procura por portugueses é muito acentuada”, diz o CEO Rui Torgal, notando que “o crescimento do turismo nos Açores com a democratização das viagens” contribuiu para “uma grande procura sobretudo por parte de portugueses vindos do Continente e que estão a desenvolver projetos hoteleiros e de restauração no arquipélago”.

E atraídos vêm também os estrangeiros. “A procura por parte de estrangeiros é exponencial, sobretudo, por norte-americanos e europeus no geral. No entanto, em algumas ilhas, verificamos uma maior incidência de procura de habitação por parte de alemães, franceses e belgas“, dizem Ricardo Moura e Ricardo Silva. “Na ERA Ponta Delgada assiste-se também à procura por parte de brasileiros e outros cidadãos que procuram vistos gold“.

“Temos notado que, para os norte-americanos — particularmente os que vêm da Costa Este –, os Açores são como o ‘Hawai Americano’, a apenas quatro horas de distância”, dizem os responsáveis pelas lojas ERA de Ponta Delgada e Horta/Pico. “Adicionalmente, o turismo sustentável, a segurança, a estabilidade política, a baixa densidade populacional e o custo de vida relativamente baixo, fazem com que os Açores sejam um destino de eleição, sobretudo para os clientes estrangeiros”.

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