Insolvências de empresas baixaram 19% em 2022

No ano passado houve uma média mensal de 352 empresas a serem declaradas insolventes. Número de empresas constituídas aumentou cerca de 15%, sendo uma em cada três criada no distrito de Lisboa.

Em 2022, as insolvências diminuíram 19% em relação ao ano anterior, para um total de 3.869, o que equivaleu a menos 901 empresas insolventes. É o registo mais baixo dos últimos três anos, de acordo com os dados da Iberinform, que calcula uma média mensal de 352 casos deste género.

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Só em dois distritos houve aumentos nas insolvências – Braga (44%) e Horta (100%) -, com os maiores decréscimos percentuais, em termos homólogos, a acontecerem em Portalegre (- 38%), em Angra do Heroísmo (-35%), na Madeira (-32%) e em Viana do Castelo (-30%). Em valores absolutos lideram as regiões de Lisboa (1.035 empresas, -6,8%) e do Porto (875, -27%).

Em termos setoriais, só na eletricidade, gás e água (+5,9%) e nas telecomunicações (variação nula) é que não baixaram as insolvências, no comparativo com o ano anterior, que ainda foi marcado pela pandemia de Covid-19. O destaque vai para a diminuição dos casos na hotelaria e restauração (-22%), indústria transformadora (-22%) construção e obras públicas (-19%) e comércio de veículos (-15%).

A filial da Crédito y Caución detalha ainda, em comunicado, que as declarações requeridas por terceiros diminuíram 23% face ao ano anterior, enquanto as apresentações à insolvência pelas próprias empresas decresceram 22%. Por outro lado, os encerramentos com plano de insolvência também baixaram de 51 em 2021 para 46 em 2022 (-9,8%).

Transportes e Lisboa lideram na criação de empresas

O ano que acaba de terminar foi também mais positivo do que o anterior no que toca ao empreendedorismo, com um aumento superior a 15%, para um total de 47.930 novas empresas criadas no país. Mais uma vez, lideram Lisboa e Porto em números absolutos, com a região da capital a equivaler a 35% do total de constituições.

No resto do país, só Bragança (-10%), Évora (-5,9%), Viseu (-4%) e Viana do Castelo (-0,6%) reduziram o ímpeto empreendedor no ano passado. Os aumentos nas constituições variam entre os 2,4% em Braga e os 27% em Faro, de acordo com a mesma fonte.

Finalmente, os setores em que surgiram mais novos negócios no ano passado, face ao anterior, foram os transportes (+114%), telecomunicações (+32%), hotelaria e restauração (+21%), comércio de veículos (+13%), eletricidade, gás e água (+8,5%), construção e obras públicas (+7%), comércio por grosso (+9,2%), e agricultura, caça e pesca (+0,7%).

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