A Fundación Jiménez Díaz realiza a sua primeira conferência informativa sobre o papel dos biobancos na investigação oncológica

  • Servimedia
  • 20 Março 2025

Doação de amostras biológicas impulsiona a investigação sobre o cancro.

Com o objetivo de sensibilizar para o valor dos biobancos na investigação oncológica e para a importância da doação de amostras biológicas, a Fundación Jiménez Díaz Biobank (B-FJD) e o Instituto de Investigação em Saúde do hospital (IIS-FJD) organizaram a “I Jornada divulgativa sobre el papel de los biobancos en la investigación oncológica” sob o título “Tu muestra, tu contribución a la ciencia” (A tua amostra, a tua contribuição para a ciência).

A reunião centrou-se em destacar a importância dos biobancos – bancos de armazenamento de material biológico e dados associados – no desenvolvimento de novos tratamentos contra o cancro e o seu papel fundamental no avanço da Medicina Personalizada. “A investigação sobre o cancro depende, em grande medida, da disponibilidade de amostras biológicas bem caracterizadas, e os biobancos são a infraestrutura essencial para a sua gestão e conservação”, afirma o Dr. Federico Rojo, diretor científico do B-FJD e chefe do Departamento de Anatomia Patológica do hospital.

Neste sentido, os participantes na conferência explicaram que os biobancos desempenham um papel crucial na investigação médica e científica, uma vez que facilitam a disponibilidade de amostras biológicas que ajudam a compreender melhor patologias como o cancro, bem como a desenvolver ferramentas de diagnóstico e a proporcionar novos tratamentos.

No que diz respeito ao desenvolvimento da medicina personalizada, para a Dr.ª Sandra Zazo, coordenadora do B-FJD e bióloga assistente do Departamento de Patologia, “têm sido fundamentais, permitindo a identificação de biomarcadores que orientam a escolha de tratamentos mais direcionados, específicos, eficazes e menos tóxicos”. Exemplo disso, destacado na conferência, é o caso do cancro da mama HER2-positivo, “cujo tratamento melhorou significativamente graças ao estudo de amostras biológicas preservadas em biobancos, alterando o prognóstico de muitos doentes e transformando uma doença agressiva num tumor tratável com elevada eficácia”, salienta a especialista.

Quanto ao conhecimento do papel dos biobancos, o Dr. Rojo reconhece que, embora os profissionais de saúde disponham desta informação, grande parte da sociedade desconhece-a: “Se educarmos a população sobre o papel dos biobancos nos avanços da biomedicina e sensibilizarmos para a importância da doação de amostras biológicas, podemos fazer a diferença na procura de terapias mais eficazes e personalizadas através deste ato altruísta”. “Além disso, aumentará a confiança da sociedade na investigação e torná-la-á mais empenhada na saúde pública”, acrescenta.

Por isso, para além do impacto na investigação, a sessão explicou o que são amostras biológicas e como é o processo de doação, que, segundo os especialistas, começa com a assinatura do formulário de consentimento informado, insistindo que a participação é totalmente voluntária e que a confidencialidade e os direitos dos dadores são respeitados. “Os biobancos estão sujeitos a uma regulamentação legislativa rigorosa e são regidos por princípios éticos básicos na investigação biomédica”, afirmou o Dr. Zazo.

Por outro lado, os oradores da conferência concordaram que os biobancos enfrentam importantes desafios e oportunidades nos próximos anos. Garantir a qualidade e a conservação das amostras, cumprir a legislação atual para preservar os direitos das pessoas que as doaram, bem como promover a colaboração entre biobancos nacionais e internacionais são alguns dos principais desafios identificados. Assim, o Dr. Rojo salienta que “o futuro da investigação biomédica depende da colaboração entre centros e do desenvolvimento de tecnologias avançadas de análise genética e molecular”. Por último, os especialistas concluíram que “quanto mais as pessoas conhecerem o papel dos biobancos e forem encorajadas a colaborar com eles, mais rapidamente se poderá progredir na luta contra o cancro”.

Esta primeira conferência informativa sobre o papel dos biobancos na investigação sobre o cancro serviu de ponto de encontro entre investigadores, profissionais de saúde e doentes, fomentando o diálogo e a confiança na investigação biomédica, e o seu desenvolvimento e participação bem sucedidos fazem prever novas edições que contribuirão para uma maior participação e colaboração da sociedade neste domínio.

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