Montenegro recusa “campanha eleitoral” no Bolhão. Governo “executou um terço das medidas previstas no programa”

Primeiro-ministro rejeitou a ideia de estar em campanha na Mercado do Bolhão, onde decorreu a reunião de Conselho de Ministros e aproveitou para fazer o balanço de um ano de governação.

Montenegro no Mercado do BolhãoLusa

O primeiro-ministro assegura que “não veio distribuir material de campanha” na reunião de Conselho de Ministros que decorreu esta quarta-feira no Mercado do Bolhão, no Porto. Luís Montenegro recusa estar em campanha eleitoral, apesar de reconhecer que foi “uma oportunidade de contactar com os cidadãos”.

“Eu andei sempre na rua a falar com as pessoas. Não vim aqui fazer campanha, nem vim aqui distribuir materiais de campanha”, alegou Montenegro durante a conferência de imprensa depois da reunião do Conselho de Ministros.

Esta ação “descentralizada” está a ser contestada pela oposição por afastar-se da “contenção” que o chefe do Governo prometeu na semana passada. Questionado pelos jornalistas, respondeu que “não houve aqui nenhuma violação dos deveres de neutralidade nem de isenção”. “Não houve aqui nenhuma ação que possa colocar em causa esses princípios, é a minha convicção”, completou.

No dia em que Pedro Duarte Duarte anunciou que será o candidato do PSD à Câmara do Porto, a concelhia liderada por Alberto Machado convidou os militantes para “ir cumprimentar o Presidente” ao Mercado do Bolhão. Montenegro alegou desconhecer essa mensagem enviada pelas estruturas locais social-democratas.

“Não sei ao que se está a referir. Em todo o caso, acho que há dirigentes partidários que podem elucidar sobre o que é o trabalho partidário desenvolvido aos níveis local, regional e nacional”, referiu Montenegro. “Nessa componente não tive nenhuma diligência. Admito que possa haver trabalho político das estruturas partidárias, o que é normal”, afiançou o primeiro-ministro.

Montenegro fala em “momento de clarificação”

A reunião desta quarta-feira teve como premissa o balanço da governação da coligação de direita, já que faz precisamente esta quarta-feira um ano que Montenegro tomou posse como primeiro-ministro. A propósito, assinalou que “em cerca de um quinto do tempo que iria ser preenchido com esta legislatura, o Governo executou um terço das medidas previstas no programa”.

“[Portugal] é hoje, como sabemos, um país com estabilidade económica, com estabilidade financeira, que teve estabilidade política e que está agora a viver um momento de clarificação”, resumiu o líder do Governo e candidato nas eleições antecipadas agendadas para 18 de maio.

Entre as medidas executadas, Montenegro elencou a redução dos impostos, em particular para os jovens, a valorização salarial de 17 carreiras na administração pública, o aumento das pensões e o “maior programa de investimento público de que há memória”, numa referência à construção de 59 mil casas.

Outras das “conquistas” enumeradas estão a redução da tributação sobre o rendimento das empresas, a escolha da localização do novo aeroporto da região de Lisboa e o “reforço da atração e desenvolvimento de grandes investimentos” no país, citando diretamente a decisão da Volkswagen em fabricar o novo veículo elétrico na fábrica da Autoeuropa, em Palmela.

 

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