BRANDS' ECO “Queremos um país que dependa o menos possível de terceiros na energia”

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  • 2 Abril 2025

As palavras são de Jean Barroca, secretário de Estado da Energia, que falou ao ECO sobre o papel que o biometano pode vir a ter na descarbonização do país.

À margem da conferência “Qualificar Portugal para uma Economia do Biometano”, organizada pela Goldenergy e Axpo Iberia, o secretário de Estado da Energia falou com o ECO sobre o futuro do gás renovável no país. Para Jean Barroca, além do papel na descarbonização e no aumento da competitividade da economia nacional, o biometano pode ser mais uma peça do puzzle que é a independência energética.

Que papel tem o biometano nesta jornada rumo à descarbonização do país?

O biometano pode desempenhar um papel interessante em dois aspetos fundamentais. Por um lado, na descarbonização, focando-se sobretudo no principal consumidor de gás natural atualmente, que é o sector industrial. Por outro, no reforço da nossa soberania energética. Queremos um país que tenha segurança de abastecimento, dependa o menos possível de terceiros e em que a energia deixe de ser um dos nossos entraves ao crescimento.

Jean Barroca, secretário de Estado da Energia

Empresários e associações do sector pedem incentivos numa fase inicial para acelerar o mercado do biometano. Caso o Governo seja reeleito, há intenção de criar incentivos?

Há dois aspetos a considerar. Primeiro, já existem iniciativas em curso. No âmbito do PRR, há um aviso de 70 milhões de euros para gases renováveis, que pode incluir uma forte componente de biometano. Isso permitiria uma capacidade de produção inicial bastante interessante.

Além disso, o plano de ação para o biometano prevê que, nos primeiros dois anos, sejam criados segmentos de mercado viáveis. Este processo já está em andamento e, em breve, teremos resultados sobre os avisos lançados e o peso relativo do biometano face a outros gases.

Por outro lado, a intenção de descarbonização mantém-se. Com isso, permanece também a necessidade de diversificar o mix energético. No PNEC 2030 já existia esta estratégia de apostar em gases renováveis produzidos a partir de energia limpa para descarbonizar o sector.

A mudança de executivo, independentemente da sua orientação política, pode atrasar este processo? Está assegurada a continuidade do grupo de trabalho, tendo em conta o calendário eleitoral?

A vantagem do grupo de trabalho é que ele não depende do Governo, estando ligado a instituições que não mudam com o ciclo político. Além disso, a intenção do Governo é continuar a executar o PRR e a seguir um alinhamento político forte, que já vinha do anterior executivo.

No setor energético, há uma consolidação dos pilares estratégicos para Portugal, alinhados com as diretrizes europeias. Dado o peso da energia na competitividade da economia, não prevejo grandes descontinuidades. Este Governo tinha toda a intenção de continuar a implementar e acelerar, e tenho a certeza de que o Governo que virá fará o mesmo.

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