Tarifas de Trump derrubam Wall Street com estrondo. Nasdaq tomba 6%

  • ECO
  • 3 Abril 2025

Muro tarifário nos EUA desmorona-se sobre Wall Street. Nasdaq cai 6%, empurrado pelas quedas dos títulos das Sete Magníficas. Mas Trump acredita num "boom" dos mercados.

As principais bolsas nova-iorquinas vergaram com a guerra comercial iniciada por Donald Trump, que na noite anterior – já depois do fecho de Wall Street – anunciou as tarifas para (quase) todos os países do mundo, incluindo 20% para os produtos importados da União Europeia.

Na sessão desta quinta-feira, o índice de referência S&P 500 perdeu 4,84%, para os 5.396,61 pontos, no pior dia em cinco anos. Já o industrial Dow Jones caiu 3,98% ou 1.679 pontos, para os 40.545,93 pontos. O tecnológico Nasdaq, o mais castigado, tombou 5,97% ou 1.050 pontos, para os 16.550,61 pontos.

Apesar do tombo de Wall Street ao longo do dia, o presidente dos EUA disse, esta quinta-feira, que a sua estratégia comercial estava a “correr muito bem”. E acredita num “boom” dos mercados. “As ações vão prosperar, o país vai prosperar”, prevê.

A pesar no Nasdaq estiveram as perdas, substanciais, das grandes tecnológicas, que viram evaporar cerca de 800 mil milhões de dólares em capitalização bolsista. As ações da Apple, por exemplo, afundaram 9,25%, para o pior dia em bolsa desde março de 2020. A empresa, liderada por Tim Cook, produz o iPhone em vários centros fora dos EUA que, assim, fica sujeito a direitos aduaneiros ao entrar no mercado norte-americano.

A Amazon e a Nvidia também caíram 8,98% e 7,81%, respetivamente, enquanto a dona do facebook (Meta) e Tesla perderam 8,96% e 5,47%. A Alphabet (dona do Google) também perdeu 3,92% e a Microsoft cedeu 2,36%.

Também a Nike – com forte produção no Vietname, país sujeito a tarifas de 46% – e a retalhista Target saíram muito afetadas ao resvalar 14,46% e 10,9%.

Na frente económica, a maior economia do mundo teve mais um sinal de abrandamento. A atividade do setor dos serviços desacelerou em março mais que o antecipado pelos analistas. O PMI caiu para 50,8 pontos no mês passado face à leitura de 53,5 em fevereiro e o emprego no setor passou para território de contração pela primeira vez em seis meses – menos 7,7 pontos, para 46,2.

Os investidores aguardam, com expectativa, a posição da Reserva Federal uma vez que o presidente da instituição, Jerome Powell, tem marcado um discurso para esta sexta-feira logo após a divulgação do relatório sobre a evolução do emprego em março nos EUA.

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