Em atualização Pedro Nuno ataca Montenegro. “Falta idoneidade ao líder do Governo”
"Os impostos que temos de baixar não é que só alguns pagam, mas os que todos pagam", referiu Pedro Nuno Santos, na apresentação do programa do PS para as eleições legislativas.
O secretário-geral do PS afirma que “falta idoneidade” ao primeiro-ministro e que o projeto do Governo para Portugal não tem credibilidade, apontando a saúde e a habitação como “exemplos da incompetência”. Na apresentação do programa eleitoral com o qual o PS se apresenta às eleições legislativas, hoje em Lisboa, e ainda antes de anunciar as principais medidas, Pedro Nuno Santos começou com uma análise da situação política nacional e reiterou críticas ao Governo de Luís Montenegro.
Assegurando que os socialistas não vão fugir ao debate sobre primeiro-ministro, o líder do PS apontou “falta de seriedade do Governo que governa Portugal”. “Falta idoneidade ao líder do Governo e falta credibilidade ao projeto que o Governo dizia ter para Portugal”, acusou.
Para Pedro Nuno Santos, a avaliação da seriedade de um líder político é importante porque “ela é reflexo da forma como um Governo se comporta”, dando vários exemplos deste último ano durante o qual considerou que faltou esta seriedade.
O líder do PS não esqueceu o recente Conselho de Ministros no Mercado do Bolhão, no Porto, e acusou o executivo de usar “o dinheiro público e o Estado para fazer propaganda política”. A saúde, para o líder do PS, “é o expoente máximo da incompetência do Governo”.
Pedro Nuno Santos, secretário-geral do PS apresentou o programa do partido para as próximas eleições legislativas salientando que “os impostos que temos de baixar não é que só alguns pagam, mas os que todos pagam”.
Destacou o retorno do IVA zero a um pacote de produtos alimentares, a extensão do IVA de 6% na eletricidade de 2 milhões para 5 milhões de famílias e a redução do IUC, justificando que a ausência de transportes públicos em algumas zonas do país obriga a as pessoas a deslocarem-se de automóvel para o trabalho, concluindo “”Não é possível fazer uma transição energética contra as pessoas”.
Afirmou depois que mais de 2 milhões de famílias dependeram do apoio do Estado para comprar bilha de gás por apoio direto de 15 euros. Uma botija de 36 euros o dobro do que custa em Espanha. O PS regulou os preços e quer voltar a regular: “Quando o mercado não funciona, o Estado tem de intervir, mas subsidiar não resolve se as empresas não colaborarem, por isso tem de se fixar preços”, disse.
Após explicar a aposta na “redução sobre os impostos, a energia e a mobilidade, focou a Habitação estado precisa de construir casas. “Se o esforço de construir um parque público tivesse começado há 20 ou 30 anos as pessoas não viviam como vivem hoje”. Defendendo um fluxo estável de financiamento destinada à manutenção do parque habitacional, utilizando os dividendos da Caixa geral de Depósitos para resposta à crise de habitação, financiando as autarquias na construção de um parque público para “venda arrendamento ao povo português”, disse.
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