Burson avalia ‘Economia da Reputação’ em 7,07 triliões de dólares

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A reputação é um sistema que, quando rigorosamente gerido, pode gerar milhares de milhões em retornos mensuráveis, aponta a agência.

A reputação corporativa foi quantificada como um activo financeiro que pode gerar até 4,78% de retornos anuais adicionais para os acionistas, criando uma “Economia da Reputação” global avaliada em cerca de 7,07 triliões de dólares, revela um estudo da Burson.

O estudo “The Global Reputation Economy: A New Asset Class for a New Era” transformou a reputação, antes vista como um conceito intangível, num ativo mensurável e com impacto direto no valor das empresas. A análise indicou que o chamado “retorno de reputação” acrescenta entre 2 milhões e 202 mil milhões de dólares em ganhos inesperados para os acionistas, além do previsto pelas métricas financeiras tradicionais.

“Durante décadas, os líderes sabiam intuitivamente que a reputação importava, mas nunca foram capazes de a quantificar como um ativo financeiro. Agora, é possível”, diz citda em comunicado Corey duBrowa, CEO Global da Burson. “A reputação é um sistema interconectado que, quando rigorosamente gerido, pode gerar milhares de milhões em retornos mensuráveis, construir resiliência contra choques e dar aos líderes a confiança para tomar decisões ousadas”, acrescenta.

O estudo identificou a integração da inteligência artificial (IA) no local de trabalho como um desafio e uma oportunidade significativa para o valor financeiro das empresas, apesar de o local de trabalho ser considerado o fator de menor relevância percecionada entre os oito impulsionadores de reputação. Foi registado um desfasamento de desempenho de 11,8% entre as empresas com melhor e pior desempenho nesta área, descreve a agência.

Matt Reid, global corporate and public affairs lead da Burson e CEO da Burson Buchanan nos EUA, alerta que as empresas devem ir além de ter uma ‘estratégia de IA’ e criar uma ‘estratégia de pessoas para a IA’, porque a forma como gerem esta transição será uma afirmação sobre como valorizam os seus funcionários. “Organizações que investem na requalificação da sua força de trabalho e cocriam o futuro com as suas pessoas ganharão um dividendo de reputação. Inversamente, aquelas que veem a IA meramente como uma ferramenta para a redução de pessoal pagarão um imposto de reputação, com quaisquer ganhos de eficiência compensados por perdas reputacionais”. aponta.

Entre outros temas, o estudo revelou que as empresas de alto desempenho dominam todos os impulsionadores de reputação, com vantagens médias entre 11 e 15 pontos em cada indicador. As maiores diferenças foram registadas em Inovação (15,5 pontos), Produto (15,2 pontos) e Governança (14,4 pontos).

O estudo foi realizado entre outubro de 2024 e outubro de 2025 através da metodologia Reputation Capital da Burson, que modelou 66 empresas cotadas nos Estados Unidos e a nível mundial. Foram utilizados dados avançados e modelos de inteligência artificial que analisam continuamente o impacto do ambiente mediático, notícias, perceções e eventos em oito impulsionadores de reputação: Cidadania, Criatividade, Governança, Inovação, Liderança, Desempenho, Produtos e Local de Trabalho.

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