BRANDS' ECO Comunidade surda sente concerto do NOS Alive com o ‘Colete das Emoções’
O primeiro concerto 5G para pessoas surdas em Portugal decorreu no NOS Alive 2024. A solução tecnológica desenvolvida pela NOS é mais um passo para a inclusão.
Oito pessoas Surdas assistiram ao concerto de Dua Lipa, no NOS Alive, e participaram numa experiência multissensorial, pautada pela inovação, que proporcionou um momento de inclusão, visibilidade e representatividade da comunidade surda no festival de música.
Tudo começou com o ‘Colete das Emoções’, um equipamento que os participantes usaram durante a atuação e que, graças a uma tecnologia háptica, vibra ao som da música. “Música é, acima de tudo, ritmo e o ritmo é o que estes coletes transmitem às pessoas”, explicou Margarida Nápoles, diretora de Comunicação Corporativa e Responsabilidade Social da NOS, que assinalou o papel essencial do 5G neste processo. A baixa latência garante a captação do som em tempo real, bem como a instantaneidade na transmissão das vibrações, mas a grande vantagem face a outras experiências semelhantes é a liberdade de movimentos.

“Em eventos onde a língua gestual portuguesa existe, tipicamente os intérpretes estão circunscritos a uma área e as pessoas têm de estar nessa área a olhar para o intérprete. Este projeto vai dar total liberdade e a pessoa surda pode estar em qualquer ponto do recinto”, detalhou a responsável.
Além do colete que transmite o ritmo musical, a NOS Inovação desenvolveu uma aplicação móvel que permitiu às pessoas surdas ou com limitações auditivas acederem à interpretação em língua gestual portuguesa feita em tempo real durante o concerto de Dua Lipa.
“É interessante que o festival possa oferecer várias hipóteses de podermos participar, da forma que nos é possível e que é mais confortável. É muito importante podermos estar à vontade [no recinto], porque muitas vezes estamos fechados num sítio e isso não é inclusão. O que é mais interessante é podermos estar no festival a participar com as outras pessoas”, considerou Sebastião Palha, um dos participantes do grupo de pessoas surdas que integraram o projeto desenvolvido pela NOS com a Access Lab, assumidamente entusiasmado por ter participado no projeto-piloto.
Um dos grandes objetivos também é “ter feedback de diversos tipos de pessoas para perceber como é que as diferentes partes da comunidade reagem a estas ferramentas diversas”, afirmou Pedro Berga, gestor de projeto da Access Lab. Mais tarde, iniciativas deste tipo podem ser replicadas noutros eventos nacionais.
Tecnologia mediu reação do público
Se a música e os grandes espetáculos caracterizam o festival, no Passeio Marítimo de Algés a tecnologia foi um dos cabeças de cartaz – de forma discreta, mas muito presente. Para lá da experiência levada a cabo com a comunidade surda, a NOS desenvolveu o “entusiasmómetro”, uma solução 5G de analítica de som, baseada em inteligência artificial, que permitiu medir as reações do público a cada atuação. A ideia passou por avaliar, em tempo real e de forma automatizada, a resposta sonora da audiência para identificar os momentos de maior êxtase no palco principal com base na intensidade das palmas, assobios ou gritos.
O concerto dos Pearl Jam foi aquele que reuniu, globalmente, o maior número de aplausos e muitos assobios ao longo da atuação. Logo de seguida, Benjamin Clementine e The Smashing Pumpkins fecharam o pódio do “entusiasmómetro”.
Arlo Parks foi a artista que mais fãs conseguiu colocar a cantar as suas músicas em sintonia, feito replicado por Dua Lipa e os The Breeders. Ao nível dos assobios, Dua Lipa e Nothing but Thieves destacaram-se, bem como os Arcade Fire que conseguiram a liderança na intensidade dos gritos de alegria do público.
Infraestrutura de uma cidade média
São apenas 11 hectares que albergam o NOS Alive 2024, no Passeio Marítimo de Algés, em Lisboa, mas a infraestrutura de telecomunicações que ali foi instalada é “semelhante à de uma cidade média como Leiria”, exemplificou Judite Reis. A diretora de Engenharia de Redes Móveis da NOS detalhou que mais de 1200 quilómetros de fibra ótica foram instalados no recinto, para suportar todas as operações do festival.
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A NOS Inovação desenvolveu uma aplicação móvel que permitiu às pessoas surdas ou com limitações auditivas acederem à interpretação em língua gestual portuguesa feita em tempo real durante o concerto de Dua Lipa. -
Mais de 1200 quilómetros de fibra ótica foram instalados no recinto, para suportar todas as operações do festival. -
No Passeio Marítimo de Algés a tecnologia foi um dos cabeças de cartaz. -
A NOS desenvolveu o “entusiasmómetro”, uma solução 5G de analítica de som, baseada em inteligência artificial, que permitiu medir as reações do público a cada atuação. -
“Música é, acima de tudo, ritmo e o ritmo é o que estes coletes transmitem às pessoas”, explicou Margarida Nápoles, diretora de Comunicação Corporativa e Responsabilidade Social da NOS.
E, claro, também a rede móvel foi muito reforçada. “Não há festival sem telemóvel, sem vídeos, sem necessidade de upload. Instalámos mais de 100 células para dar cobertura 4G e 5G”, explicou. A par das células móveis, a operadora de telecomunicações instalou no local uma Antena Lente, com cerca de 300 quilos e 22 metros de altura. É “única no país” e o mesmo tipo de tecnologia utilizada em grandes eventos internacionais, como o Super Bowl.
Além destes equipamentos, os cerca de 100 especialistas da empresa de telecomunicações monitorizaram, em tempo real, a utilização da rede para assegurar que nada falhava durante os três dias de festival. “Há pessoas da nossa equipa que a trabalhar desde maio para garantir que tudo corria bem”, apontou Judite Reis.
Recorde-se que a edição deste ano do NOS Alive esgotou a lotação diária e contou com cerca de 115 mil pessoas na audiência ao longo dos três dias. O festival tem regresso confirmado para os dias 10, 11 e 12 de julho de 2025. “Esperamos conseguir fazer jus a ‘o melhor cartaz sempre’“, afirmou o promotor Álvaro Covões, da Everything is New.
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