Reforço das interligações energéticas com França é “crítica”
O ministro da Economia disse que "conta muito" com França para estabelecer a ligação da energia produzida na Península Ibérica com o centro da Europa.
O reforço das interligações energéticas com a Europa é crítico para as empresas do setor e para acelerar a transição energética, avisam os empresários, reforçando que a ligação através de França é essencial para permitir que a energia produzida na Península Ibérica chegue ao centro da Europa. O ministro da Economia, Pedro Reis, diz que “conta muito” com os gauleses para permitir esta interligação.
“Não há forma de colocar a nossa energia no centro de Europa sem passar por França e contamos muito com França nessa matéria“, defendeu Pedro Reis no Fórum Económico Luso-Francês, que decorre no Palácio da Bolsa, na cidade do Porto, e é organizado pela CIP, no âmbito da visita do Presidente francês Emmanuel Macron a Portugal.
A questão das interligações energéticas tem sido uma das exigências portuguesas e uma das preocupações das empresas do setor, na medida em que Portugal e Espanha não conseguem passar a energia para o centro da Europa devido à oposição francesa às interligações elétricas e de hidrogénio.
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“O reforço das interligações com França é chave para conseguir transformar a ibéria numa power house da Europa“, referiu Nelson Luís, diretor-geral adjunto da Akuo Portugal, num debate dedicado ao tema das energias renováveis. Em Portugal desde 2018, devido a ter identificado o país com tendo condições para renováveis excelentes, a empresa francesa olha para Portugal como um investimento “estratégico”.
Nelson Luís diz que é preciso “mais investimentos e fazer com que esta transição energética seja um sucesso.”
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“A maior circulação de energia entre a Península Ibérica e o resto da Europa será crítica”, concorda Hugo Costa, country manager de Portugal da EDP Renováveis. O responsável destacou ainda “a inovação e investimentos conjuntos em novas áreas que estão a ocorrer na área do hidrogénio verde”, mas alertou que, “sem consumo, não faz sentido instalar novas centrais de hidrogénio verde”. É preciso criar condições para que o consumo aumente.
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Carlos Rosário, country manager e managing director renewables em Portugal da Engie, outra empresa francesa presente em Portugal, destaca que o país tem uma “meta ambiciosa na descarbonização” e a Península Ibérica “tem metas ambiciosas em termos de renováveis”.
O responsável da Engie, que tem em Portugal um dos países onde mais está a apostar, indica a necessidade de eletrificação do consumo. “Aqui também a eletricidade renovável tem um papel importante”, aponta.
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